Gás de cozinha pode subir até 9%

Gás de cozinha pode subir até 9%

postado em 08/06/2017 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 20/3/17)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 20/3/17)


A Petrobras anunciou ontem um aumento de 6,7% para o gás liquefeito de petróleo (GLP), o popular gás de cozinha. A alta vale para o produto entregue nas refinarias e a estatal calcula que, se ela for repassada integralmente pelas distribuidoras ao consumidor, o preço do botijão de 13kg de uso residencial terá elevação de 2,2%, ou de R$ 1,25 por unidade. O reajuste entra em vigor hoje. E, a partir de agora, os preços passarão a ser atualizados no dia 5 de cada mês.

A projeção da estatal para o aumento dos preços ao consumidor é contestado pelo sindicado das empresas distribuidoras, o Sindigás. Em nota, a entidade afirmou que o reajuste nas refinarias implicará um aumento para o consumidor final de 5% a 9%. ;O impacto da nova política de preços pode variar bastante entre os polos de abastecimento, dado que as componentes de custo que formam o preço final ao consumidor são muitas, além do valor de compra do produto nas refinarias;, diz a nota.

O reajuste anunciado ontem é consequência de uma nova política de preços para a venda do GLP da Petrobras para as distribuidoras. Conforme explicou a estatal, a nova política não terá como referência a paridade internacional do produto. O preço será formado pela média mensal das cotações do butano e do propano no mercado europeu convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, acrescida de uma margem de 5%.

;O preço final ao consumidor pode ou não refletir o ajuste feito nas refinarias. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e revendedores, uma vez que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados;, destacou a Petrobras. A empresa lembrou que o último reajuste ocorreu em 21 de março e que a política anunciada ontem não se aplica ao GLP destinado a uso industrial ou comercial.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a companhia completou um ciclo. ;O GLP era o último derivado de petróleo que não tinha uma política de preços definida;, disse Parente. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Jorge Celestino, a nova política de preços ;dá previsibilidade ao mercado; sobre ajustes e, com isso, abre espaço para potenciais concorrentes no refino, o que pode estimular ainda parcerias, nesse setor, entre a estatal e empresas privadas.

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