O jogo da hora

O jogo da hora

postado em 25/06/2017 00:00
O procurador-geral, Rodrigo Janot, quer tirar Michel Temer da Presidência da República antes de sair do cargo. E Temer quer ficar e atravessar esse resto de mandato de Janot para chegar respirando em 2018, ainda que seja por aparelhos. Até setembro, tudo vai girar em torno desse duelo.
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Com um olho na ampulheta e outro nos movimentos do adversário, cada um já escolheu as suas armas. As de Janot são a gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista e o fatiamento da acusação contra o presidente em várias denúncias, algo que seus aliados na Procuradoria vêm espalhando aos quatro ventos desde o início deste mês. As armas de Michel Temer estão na política. Nos próximos dias, tentará retomar a votação das reformas. E tentar ver o que os plenários da Câmara e do Senado lhe reservam.
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Quanto às denúncias, a semana será de definir se a Câmara vai esperar até que venham todas, para votar a licença de uma lapada só, ou faz a conta-gotas. A primeira opção é a que mais agrada aos aliados de Temer. Resta saber se é viável.

O andor...

Aliados de Michel Temer passaram os últimos dias analisando a lista de integrantes da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, por onde passará primeiramente qualquer pedido de licença para investigar o presidente Michel Temer. Descobriu-se que não há muitos interessados em partir para o enfrentamento contra o Ministério Público.

... E o santo

Deputados resistem a assumir a relatoria de um iminente pedido de abertura de processo contra Temer porque não querem passar por constrangimentos. Ninguém quer aparecer no horário nobre no papel de ;coveiro; de uma investigação contra o presidente. Logo, se houver muita resistência, a relatoria vai para... Carlos Marun.

Consenso zero

A ideia do distritão, ou seja, de que os mais votados sejam eleitos, divide os parlamentares que esta semana iniciam os debates sobre a reforma política. Dia desses, o deputado Aleluia (DEM-BA), por exemplo, anunciava aos colegas que é contra. A justificativa é a de que essa mudança será o fim dos partidos, pois cada um seria o senhor absoluto do próprio mandato.

Desconfiados/ Pré-candidato a governador de Minas Gerais, o deputado Rodrigo Pacheco (foto) começa a ter suas atitudes acompanhadas de perto pelo Planalto. Tudo porque chegou aos ouvidos palacianos que o deputado está chateado com o governo por não ter sido escolhido ministro.

Em casa/ Rodrigo Maia, conforme dito aqui no dia em que ele assumiu a Presidência da República interinamente, não usou a mesa de Temer no período em que ficou no Planalto. Porém, deu risadas. A ponto de ouvir de um amigo: ;Você está rindo tanto que acho que gostou muito daqui;.

;Tamo junto!”/ Já tem deputado aliado do presidente Michel Temer dizendo o seguinte: ;Gosto muito dele, mas não vou cair junto no precipício;. Porém, há outros com o seguinte raciocínio: ;Se ele cair, os próximos somos nós;.

Adeus Paris, Nova York e Disney/ Atenção familiares de deputados: a tendência é não ter recesso em julho. São João já passou... que venha São Pedro! Algum santo há de iluminar o Brasil!

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