360 Graus

360 Graus

por Jane Godoy janegodoy.df@dabr.com.br
postado em 25/06/2017 00:00
 (foto: Jane Godoy/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Jane Godoy/Esp. CB/D.A Press)




Se a ordem é economizar;


Por que não procurar ajudar as pessoas a economizar, proporcionando a elas essa possibilidade em todos os setores? Como não cabe aqui, por absoluta economia de espaço, elencar todos esses segmentos do nosso dia a dia em que poderíamos economizar, vou deixar, hoje, apenas um problema que, há tempos, vem incomodando milhares de viajantes na BR-050.

À altura do quilômetro 128, daquela rodovia, sentido Cristalina / Catalão, existe um maravilhoso ponto de descanso e alimentação, além de compra de queijos, pimentas, biscoitos e uma infindável lista de ;produtos da roça;, como eles mesmos identificam. Isso sem falar no hotel construído lá, com todo o capricho e cuidados necessários, para adquirir a categoria 3 estrelas. Há anos e já ampliado, o hotel e o enorme restaurante são o point daquela região, o preferido de famílias inteiras.

O assunto é, então, economia de combustível e tempo. Não sabemos o que é pior naquela situação.

Duplicada a estrada, antigo sonho de todos os que percorrem aquele caminho há mais de 40 anos ; como nós ; viajar por lá, seja para qual destino for (Triângulo Mineiro, São Paulo, Porto Alegre), tornou-se um prazer.

No entanto, no referido quilômetro 128, onde estão o restaurante e o hotel, quem segue no sentido Brasília - Minas, pode entrar facilmente, almoçar, fazer compras ou até se hospedar no hotel.

Porém, no sentido contrário, caso seja preciso parar lá para se alimentar, para ir ao toalete e comprar os deliciosos ;produtos da roça;, sem chance. A menos que os motoristas sigam em frente por mais de 10 km, para chegar a um grande viaduto, fazer o contorno e voltar, ou a um retorno um pouco antes. Somando tudo, para irmos ao banheiro, nos alimentarmos e tudo o mais, teremos acrescidos mais de 20 km.

Como era de se esperar, o inevitável está acontecendo, já que não pensaram nos viajantes cansados e famintos, quando duplicaram a estrada: aqui e ali, de forma perigosa e ilegal, motoristas atravessam a pista para passar para o outro lado, sem estrutura física para tanto. Vem-nos, então, o receio de que algo pior aconteça naquela estrada, por falta de um planejamento mais adequado que levasse a pensar nos usuários que por ali trafegam, aos milhares.

Vamos economizar tempo, gasolina e trânsito?

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