Por uma breja candanga!

Por uma breja candanga!

Movimento de valorização de cervejas locais ganha força. O surgimento de novas marcas artesanais e a consolidação de fábricas como ponto de encontro ajudam a impulsionar este mercado

Rebeca Oliveira Renata Rios
postado em 30/06/2017 00:00
 (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)




Puras, frescas e abertas a novidades. Diferentemente das cervejas industriais fabricadas em grande escala, as brejas artesanais agregam matérias-primas locais à composição. Esta semana, o Divirta-se Mais apresenta rótulos produzidos por brasilienses que traduzem a alma da cidade.

O segmento dominado por multinacionais passa por uma fase de mudanças, batizada de ;Beba Local;. O movimento incentiva a compra de cervejas regionais e teve um boom nos Estados Unidos há cerca de 15 anos, ao propor maior conexão entre quem faz cerveja e quem a toma.

A cerveja local tem os aromas preservados e não sofre com o transporte ou variações de clima, que pode oxidá-la e comprometer a experiência final.

Marco Aurélio, da Máfia Beer, e o casal Jean Stevens e Rafaela Miolo, da JinBeer, são vistos como desbravadores. Criaram as duas primeiras microcervejarias de Brasília com o selo do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além de desenvolverem rótulos próprios, as duas empresas pavimentam o caminho de outras brejas, como a Cerrado Beer, criada para agregar insumos de uma das regiões com maior diversidade de flora do planeta.

A Uma Beer entrou nesse movimento em janeiro. Os rótulos Jazz e Rock são feitos pela cervejaria Klaro, em Goiânia, de forma cigana. Esse é nome dado quando uma cervejaria aluga o espaço de outra e terceiriza a produção.

A Uma Beer leva a receita e o savoir-faire e a empresa goiana tira a ideia do papel. Essa tem sido a fórmula encontrada por muitas marcas iniciantes para driblar dificuldades como o elevado custo para comprar um maquinário industrial, que custa em torno de R$ 400 mil.

Serviço
Confira o endereço dos estabelecimentos citados na matéria na página 8.



Chope pioneiro
com anos de tradição em Brasília, o Stadt Bier resolveu mudar os ares e o nome, agora Stadt Cervejaria. ;Isso é parte da nossa nova proposta de se posicionar no mercado como uma cervejaria daqui;, garante o gerente comercial da marca, Júlio César Ribeiro.

A casa trabalha com seis tipos de chope: o pilsen, chamado de capital; o lager, batizado de Brasília; o weiss, que é chamado de JK; o delirius, um strong lager; um cooler de uva, bebida mista de uva à base de chope com o nome de ipê-roxo; e o lançamento mais recente, o monumental, uma American IPA.

;Atualmente, temos 28 pontos de venda fixos, entre eles a franquia do Stadt Bier;, explica o gerente. Para quem vai apostar na casa que leva o antigo nome da marca, a sugestão é pedir pelo salsichão com batata recheada (R$ 38,50) com o chope delirius, que sai a partir de R$ 9. Ele e todos os sabores estão disponíveis na loja.

Breja à vista
Em setembro, a Stadt Cervejaria lança oficialmente três rótulos de suas primeiras cervejas engarrafadas. A Capital, a Delirius e a Monumental ganham lugares nos balcões e cardápios brasilienses, seguindo a mesma lógica dos chopes.





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