Favas contadas

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Liana Sabo - lianasabo.df@dabr.com.br

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postado em 30/06/2017 00:00
 (foto: Arquivo/Embaixada da Noroega)
(foto: Arquivo/Embaixada da Noroega)






Um peixe de 175 anos

;Os verdadeiros especialistas no preparo do bacalhau não são os noruegueses, mas, sim, paulistas, cariocas, mineiros, baianos e todos os outros brasileiros;, reconheceu a embaixadora da Noruega, Aud Marit Wiig, em discurso de encerramento de sua missão de cinco anos no Brasil, durante jantar de despedida com...bacalhau.

O evento, realizado no Clube das Nações, marcou também o aniversário dos 175 anos de amizade entre os dois países, ;uma parceria nascida em 1842, quando a Noruega começou a fazer parte da mesa brasileira;, acrescentou a embaixadora.

Conquista de paladar
Degustar um bom bacalhau é herança da nossa colonização pelos portugueses. Foram eles que descobriram o pescado durante as grandes navegações no final do século 15, quando procuravam um tipo de carne que não estragasse durante os longos meses da viagem. Antes disso, apenas os habitantes de países como Noruega, Islândia e Canadá o conheciam.

Proveniente das águas límpidas e geladas dos mares do Norte, Ártico e do próprio Atlântico, o bacalhau encontrou no litoral norueguês sua melhor morada. Apesar de o Brasil ser o maior importador de bacalhau da Noruega, ;o consumo ainda é muito baixo comparado com outros mercados;, assinala a embaixadora.

; O Conselho Norueguês da Pesca se esforça para que, daqui a cinco anos ; quando celebraremos os 180 anos do comércio desse peixe da Noruega para o Brasil ;, o bacalhau conquiste ainda mais paladares brasileiros;, frisou Aud Marit, que se encantou com as receitas que aprendeu aqui: ;Volto à minha terra mais bem informada, levando na bagagem outros preparos como Gomes de Sá, espiritual e lagareiro;, alguns servidos no jantar a cargo do bufê Fernanda Oliva, que há 20 anos atua na cidade.

Quatro perguntas Aud Marit Wiig
O Brasil, há muito tempo, é o maior importador de bacalhau norueguês. Quais países chegam perto dessa preferência?
O Brasil, com Portugal, são os maiores mercados para o bacalhau da Noruega.

Por que foi extinto o Clube do Bacalhau da Noruega, que reunia mais de 20 restaurantes onde o pescado era servido no Rio, São Paulo, Recife, Salvador e Brasília, numa iniciativa do Conselho Norueguês da Pesca?
O clube foi temporariamente suspenso por questões de manutenção e de reavaliação. Estamos recomeçando esse projeto este ano, para celebrar os 175 anos de bacalhau da Noruega no Brasil, com o lançamento da nova marca de origem global dos produtos do mar da Noruega ;Seafood from Norway;.

A Noruega foi pioneira no planejamento a longo prazo da pesca. O bacalhau pode ser hoje um recurso natural crescente?
O bacalhau que habita nos mares da Noruega/ Mar de Barents é um recurso natural selvagem que é pescado de forma sustentável e a pesca é monitorada pelas autoridades de forma a garantir esse tesouro gastronômico para as gerações futuras. Hoje, o bacalhau da Noruega é considerado por organizações independentes de pesquisa científica (ICES e outras) como um dos recursos (na pesca) mais bem geridos do planeta.

Como era o preparo e onde foi que a senhora comeu o melhor bacalhau de sua vida?
Tenho dois pratos preferidos com bacalhau: o seco e salgado, sem sombras de dúvida, no Brasil, preparado pela chef de cozinha da nossa embaixada, Helena, com muito alho e azeite de oliva. O outro é o bacalhau fresco, servido diretamente do oceano, no norte da Noruega, com cabeça e tudo, às duas da madrugada, sob o sol da meia-noite.

Outro Mangai vem aí!
instalado há nove anos no Centro de Lazer Beira Lago, o Mangai vai dar filhote. Uma filial com as mesmas dimensões ; 1.100 metros quadrados capaz de comportar 400 lugares ; está em construção no Shopping ID, com previsão para abrir no mês de novembro. Ícone da culinária nordestina na cidade, a grife é propriedade de uma única família: os Tavares de Albuquerque, de Catolé do Rocha, na Paraíba. São eles que comandam e supervisionam todas as etapas do negócio, até o acompanhamento da obra.

Como Lorena Tavares de Albuquerque Ilha, que no último sábado foi conferir a colocação de um gigantesco papel de parede plotado no tapume que cobre a obra. Este ponto dará lugar ao acesso principal do restaurante, cuja área externa tem vista para o Estádio Mané Garrincha.

Gelato regional
Segundo Lorena, que é formada em administração em Londres, o outro Mangai ;surgiu da necessidade de ter um ponto central;. Já estava muito forte a demanda da clientela pedindo uma opção que ficasse mais perto do local de trabalho, relata a caçula dos Tavares, ao observar o grande potencial que a região oferece. Os outros dois irmãos, Luciana e Edivaldo Filho, cursaram gastronomia na faculdade Anhembi-Morumbi, em São Paulo, e são responsáveis pelo cardápio.
A novidade do menu será o lançamento de um gelato de sabores regionais sertanejos com destaque para rapadura e canjica. A mãe do trio, Leneide Tavares, que é mais conhecida como Pareia, se tornou case de negócios da Fundação Getúlio Vargas, depois de fundar a marca com o marido Edivaldo Tavares de Albuquerque, em João Pessoa, a partir de uma lojinha de produtos que trazia do sertão, 30 anos atrás. Atualmente, o casal vive em Miami, onde Pareia faz curso de gestão empresarial.

Páprica na Asa Sul
Outra grife de sucesso que está de olho no centro da cidade é a Páprica Burger. Vai instalar um contâiner, antes do fim do ano no Eixo Monumental, ao lado do hotel Planalto Bittar, no SHS.

Especializada em hambúrguer e numa batata que não se consegue parar de comer, a marca surgiu em 2016 no Posto Ipiranga da 204 Norte. ;A gente quer atender todo o mundo, mas o espaço ficou pequeno;, justifica Bruna Prieto, sócia do chef argentino Lucas Artiaga.

Depois de assinar o contrato de ocupação da área, a dupla começa a pensar em outros sabores para o cardápio, que ganhou a novidade hambúrguer chimichurri. Feito com blend de black angus, provolone gratinado, batata palha caseira, tomate fresco, linguiça fininha grelhada e o exótico molho platino à base de ervas no pão de batata sai por R$ 29. No combo com refri e chips de mix de raízes sai por R$ 42, ou R$ 44, se trocar o refri por suco.

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