Lucro cresce 2.000%

Lucro cresce 2.000%

postado em 30/06/2017 00:00

O lucro das cinco principais estatais do governo e suas subsidiárias chegou a R$ 10,5 bilhões no primeiro trimestre de 2017, conforme dados divulgados ontem pelo Ministério do Planejamento. O resultado representa um crescimento de mais de 2.000% em relação ao mesmo período do ano passado. A amostra leva em conta o desempenho acumulado pela Petrobras, pela Eletrobras, pelo Banco do Brasil, pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Caixa Econômica Federal. O superavit das subsidiárias de todas essas empresas públicas também é considerado no cálculo.

Os grupos analisados representam 97% dos Ativos Totais e 95% do Patrimônio Líquido das estatais federais. O maior crescimento verificado foi na Petrobras, que saiu de um prejuízo de R$ 381 milhões, no primeiro trimestre de 2016, para um lucro de R$ 4,8 bilhões, no mesmo período de 2017. A Eletrobras migrou de um resultado negativo de R$ 3,9 bilhões para um ganho de R$ 1,4 bilhão.

Já as empresas estatais federais listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) tiveram valorização nos últimos 12 meses, conforme os dados do Planejamento. O valor de mercado da Eletrobras subiu R$ 14 bilhões, equivalente a 144,6%. O Banco do Brasil teve incremento de R$ 40 bilhões, correspondente a 70,8%, e a Petrobras registrou um aumento superior a R$ 68 bilhões, desempenho que adicionou 54% ao valor de mercado da companhia.

Gastos com pessoal


No primeiro trimestre de 2017, conforme os dados do Planejamento, houve diminuição do quadro de pessoal efetivo das empresas estatais federais. Pelo menos, 11.129 empregados deixaram as empresas públicas.

As maiores reduções observadas foram na Caixa Econômica (-4,05%), na Petrobras (-2,27%) e no Banco do Brasil (-1,48%). Em relação a 2015, o corte total de trabalhadores das empresas estatais federais, no primeiro trimestre de 2017, foi superior a 28 mil empregados, ou seja, uma redução de 5% do quadro total.

Com isso, o número de empregados com idade acima de 56 anos diminuiu 3% e o total de pessoas com 26 anos de atuação nas empresas encolheu 5%. Os dados da pasta ainda mostram que essa redução decorreu, em sua quase totalidade, de programas de desligamento voluntário. (AT)

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