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postado em 30/06/2017 00:00
Renan
O senador Renan Calheiros, que saiu escorraçado da liderança do PMDB por agir com duas faces, chamou o presidente Michel Temer de ;covarde; por não discutir adequadamente a reforma trabalhista. Esse é um epíteto que absolutamente não se aplica ao presidente, pois ele foi um dos poucos a enfrentar, com as reformas que propõe, os sindicatos pelegos (reforma trabalhista) e as corporações, como o a Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e outras classes privilegiadas do Estado (reforma da Previdência). Renan vem há muito chantageando o governo para obter benesses e apoios clientelistas inconfessáveis, mas, agora, tudo indica, tornar-se-á um morto-vivo político pelas inúmeras denúncias que tem na Lava-Jato e que em breve serão materializadas.
José Salles Neto,
Lago Norte


; Mais uma vez, o senador Renan Calheiros pula fora do barco do governo. Aliás, ele é campeão nisso, pois teve ensinamento de seu criador, o ex-senador José Sarney, para quem não interessava quem era governo, ele sempre era a favor do que estivesse de plantão. Ele não tem a mínima condição de falar que o senhor Temer não tem legitimidade para governar. Esse senador, caso nossa Suprema Corte agisse com mais celeridade, estaria preso.
Joanir Serafim Weirich,
Asa Sul


Impostos
O Ministério da Fazenda prevê mais impostos para cobrir o rombo no caixa da União. Em um país com 14 milhões de desempregados, a ideia do governo federal pode ser comparada a instrumento de tortura. Não há mais espaço no orçamento do brasileiro para recolher mais tributos e ver que o dinheiro é para irrigar a corrupção crônica que vem destruindo a estrutura orgânica do Estado. Além disso, os aliados do governo federal no Congresso Nacional tramam a criação de fundo para custear as despesas eleitorais dos partidos, que, como mostraram as recentes investigações, são comparáveis às facções criminosas. O governo, na prática, está a incitar uma insurgência nacional. Por que o governo não reduz o número de cargos comissionados, criados para cativar o voto dos parlamentares? Por que não reduz as regalias dos ocupantes de funções gratificadas? Por que não limita os salários ao teto constitucional? É muito fácil achacar o bolso do trabalhador, que vem pagando pato pelas mordomias do setor público.
Ivonete de Almeida,
Águas Claras



Ministério Público
Espera-se que a futura chefe do Ministério Público, Raquel Dodge, chegue ao posto não como simples rival de Rodrigo Janot, iluminada por meteórico e passageiro satélite que enxerga a Lava-Jato, apenas, por meio de ligeiras e compreensíveis deslisuras, que não lhe tiram, de forma alguma, o mérito de decisivo e providencial instrumento de desmonte do mais lúgubre castelo erguido no Brasil e, quiçá, do mundo, à sombra da corrupção. Por mais que tenha sido guindada ao posto com segundas intenções, confia-se que fará jus ao juramento que pronunciou no dia de sua formatura: ;Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da Justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas;, para ter seu nome inscrito no rol dos salvadores da pátria.
Elizio Nilo Caliman,
Lago Norte

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