O dilema da mulher moderna

O dilema da mulher moderna

Comédia estrelada por Elizabeth Savala trata, com humor, de temas relacionados a envelhecimento

Vinicius Nader
postado em 30/06/2017 00:00
 (foto: Objetiva/Divulgação
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(foto: Objetiva/Divulgação )






A dois dias de completar 48 anos, uma mulher encontra a amiga que vai comemorar 51 anos na semana seguinte. Enquanto uma atravessa a crise da meia idade se questionando sobre as dificuldades de envelhecer, a outra abusou de plásticas e intervenções cirúrgicas para se manter com a aparência jovial.

Esse é o mote de A.M.A.D.A.S., monólogo escrito por Regina Antonini, dirigido por Luiz Arthur Nunes e encenado por Elizabeth Savala, que chega amanhã aos palcos da cidade. ;As personagens retratadas na peça formam a A.M.A.D.A.S. ; Associação de Mulheres que Acordam Despencadas. Elas mostram que a Lei da Gravidade existia desde antes de a maçã cair ; a gente só não sabia o nome;, brinca a atriz.

Embora sejam em cena 12 mulheres ; todas vividas pela atriz ;, ela garante que o espetáculo não é voltado apenas para o público feminino. ;O envelhecer é comum dos dois. Os dois se identificam com o A.M.A.D.A.S.. A mulher porque ela se vê nas questões e o homem, porque convive com essa mulher. Mas a mulher se cobra mais e é mais cobrada também. Ela tem que estar com a unha feita, cabelo arrumado, trabalhar em casa, fora de casa;;, comenta.

A.M.A.D.A.S. está em cartaz há cerca de quatro anos. Espetáculos de vida longa são uma constante na carreira de Elizabeth Savala. ;Fazer monólogos tem essa vantagem ; é uma estrutura mais barata para viajar. E, no caso de A.M.A.D.A.S., o boca a boca do público funciona muito bem por causa da questão da identificação;, explica a atriz, que se prepara para entrar na novela Pega pega, por volta do capítulo 60.

SERVIÇO
A.M.A.D.A.S.
Teatro da Caesb (Avenida Sibipiruna ; Águas Claras). Amanhã, às 21h, e domingo, às 19h. Ingressos a R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada). Não recomendado para menores de 14 anos.

2013
Ano de estreia de A.M.A.D.A.S.

Lágrimas contemporâneas
Rodrigo Barreto*

o espetáculo As lágrimas quentes de amor que só meu secador sabe enxugar dialoga com o modernismo e retrata a realidade de uma mulher em busca de si mesma. O monólogo, interpretado pela atriz e coautora Paula Cohen e dirigido por Pedro Granato, está em cartaz a partir de amanhã no Teatro do Brasília Shopping.

A discussão consigo mesma leva a personagem, com secador de cabelos em mãos, a debater questões da vida. Criada para esperar o príncipe, a personagem decide escrever a própria história como protagonista.

Com referências do feminismo e do modernismo, o espetáculo aborda as conquistas da mulher contemporânea. ;(A obra) fala muito sobre olhar para si mesma, seus desejos e potencializá-los;, afirma Paula.

As lágrimas quentes de amor que só meu secador sabe enxugar ainda apresenta trilha sonora de cantoras como Tulipa Ruiz e Billy Idol. ;As letras (das músicas) ajudam a contar a história, unir os ambientes, as passagens e os estados emocionais da personagem;, relata Pedro.

* Estagiário sob a supervisão de Vinicius Nader

SERVIÇO
As lágrimas quentes de amor que só meu secador sabe enxugar
Teatro do Brasília Shopping (SCN Q. 5 bl. A). De amanhã a 16 de julho. Sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Ingressos a
R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) à venda na Bilheteria Rápida. Não recomendado para menores de 14 anos.




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