Celebração à literatura

Celebração à literatura

Rebeca Oliveira
postado em 30/06/2017 00:00
 (foto: SARTORYI/Divulgação)
(foto: SARTORYI/Divulgação)


A peça Aurora ; entre a escuridão e a luz abre a 25; Mostra Dulcina de Teatro, no Setor Comercial Sul. No espetáculo, vida e palco se cruzam. O texto costura vivências do diretor Fernando Guimarães e do elenco a textos de Anne Rice, Gabriel García Márquez, Ítalo Calvino, Nelson Rodrigues, Rubem Fonseca, Sergi Belbel, Paulo Paniago e, principalmente, Virginia Woolf, autora de As ondas, que pontua a narrativa.

Eles foram escolhidos entre uma lista inicial de 46 autores, como uma grande homenagem do dramaturgo à literatura local, nacional e mundial. Algumas histórias têm similaridades, outras, não. A lua funciona como fio condutor. A ideia, em síntese, é despertar o hábito de leitura.

;Sou apaixonado por literatura. Minha vida inteira li. Quando assisto a teatro, adoro o que tem uma narrativa boa. Selecionei autores de que gosto muito e que são bem díspares. Com fragmentos deles, criei a dramaturgia. Os textos são meus, do Adair de Oliveira e do elenco. Não há nada literal, ipsis litteris;, adianta Fernando Guimarães. No elenco de 15 atores estão quatro alunos da faculdade Dulcina de Moraes, na qual Fernando Guimarães leciona.

;O ano é complicado para a faculdade, mas mantemos a nossa força. Nós, o corpo docente, não nos abatemos. Existe um argumento do Paulo Paniago que usamos na peça que é a criação do Ministério do Choro, brincando que a situação é tão ruim que só nos resta chorar. É, por fim, uma grande resistência. Sou uma memória viva desse lugar, estudei aqui aos 18 anos;, afirma.

SERVIÇO
Aurora ; entre a escuridão e a luz
No Teatro Dulcina de Moraes (SDS, Bl. C; 3322-4147). De hoje a domingo, às 20h30. Até 9 de julho. Entrada franca, mediante retirada de ingresso 1 hora antes da apresentação. Não recomendado para menores de 16 anos.

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A exposição fotográfica Imagem, com obras de Sartoryi, torna Aurora ; entre a escuridão e a luz transmídia e enriquece a leitura do texto, algo comum nas produções do Coletivo Irmãos Guimarães, de Fernando e Adriano. As 17 imagens estão expostas no foyer do teatro durante o período da peça, como visitação das 14h às 22h.

Você escolhe o final!
Camila Beatriz*

Os setebelos têm uma missão especial neste final de semana. É Missão improviso, espetáculo que Daniel Lima, Daniel Villas Bôas, Leônidas Fontes, Lucas Moll, Paulo Mansur e Saulo Pinheiro levam ao Teatro do Sesi.

Em cada performance, os artistas levarão uma história nova aos palcos. Os personagens se dividem entre agentes e mercenários e mudam a cada espetáculo, sempre com tarefas diferentes. Quem decide o rumo da encenação é a plateia, que escolherá situações para os personagens enfrentarem, enquanto os atores improvisam como vão lidar com cada uma delas.

Os Setebelos convidaram para essa temporada Edson Duavy, do stand-up Pretinho básico, e o DJ e comediante Fernando Booyou.

Para Daniel Villas Bôas, improvisar é algo associado a desafios e dessa ideia surgiu a temática e o título de Missão improviso. O artista aposta no objetivo da peça de fazer o público se perguntar como ele e os colegas criam cenas coerentes e engraçadas sem roteiro. ;A participação da plateia guia completamente a apresentação e nosso papel é realizar os desejos dela;, diz.

*Estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader

SERVIÇO
Missão improviso
Teatro do Centro Cultural Sesi (SIA Tc 3 225). Amanhã, às 21h, e domingo, às 20h. Ingressos a R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada).
Não recomendado para menores de 14 anos.




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