Denise Rothenburg

Denise Rothenburg

por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 06/07/2017 00:00


Rodrigo em movimento

Embora jure fidelidade ao presidente Michel Temer, todos os gestos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, são lidos hoje como um sinal de alerta ao atual inquilino do Planalto. Ontem, por exemplo, Rodrigo foi à festa junina de seu maior adversário na Casa, o líder do PTB, Jovair Arantes (GO). Desde que derrotou Jovair para a Presidência da Câmara, Rodrigo não havia convidado Jovair nem para um café daqueles coados licitados pela Câmara. Também se derramou em elogios a um antigo desafeto do Nordeste. Para bons entendedores, ele caminha de costas para o objetivo, ainda que com os olhos fixos em Michel Temer. Em tempo: Essa semana, até Alessandro Molon (Rede-RJ) passou pela casa de Rodrigo.

Devagar com o andor
Setores do empresariado satisfeitos com a inflação e juros sob controle enviaram um recado a setores da mídia: Michel não é o paraíso. Porém, não é o inferno. Deixem o homem trabalhar.


As ;senhas; do PMDB
Um deputado quis saber de Baleia Rossi se o relator Sérgio Zveiter havia sido escolhido ;a seis mãos;. A resposta de Baleia foi ;apenas às duas mãos de Rodrigo;, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco. Para completar, ontem Jarbas Vasconcelos (PE) anunciou o voto a favor da autorização para que Temer responda a processo no STF.


Santo de casa...
Diante dos movimentos do PMDB, há quem coloque o próprio partido de Michel Temer no papel de ;coveiro; do seu governo. É que, enquanto o presidente cuida do PSDB, parte do PMDB vai se afastando.


Veja bem
Deputados aliados de Temer fazem o seguinte raciocínio: Se o presidente sai, os próximos alvos do Ministério Público serão seus sucessores e os parlamentares. Vai escapar dessa sina apenas o PT, que caiu antes de Michel.


Por falar em PT;
Os partidos médios da Câmara têm dito que, se o PT está apoiando Rodrigo Maia, é sinal de que essas legendas de centro terão mais futuro permanecendo ao lado de Michel.


Sensibilizou
No final da exposição, ontem, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, o comandante do Exército ressaltou que a questão salarial dos militares merece atenção especial. O teto salarial da carreira é o inicial de muitas funções de estado. Para completar, a especificidade do trabalho não permite que se coloque no regime comum da previdência, porque o serviço não tem similaridade e eles têm que estar sempre prontos para agir. Os parlamentares se mostraram dispostos a colaborar para tentar amenizar a situação. Falta combinar com a equipe econômica do governo.

@;/ O que a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-líder do PMDB no Senado Renan Calheiros falaram de Michel Temer no jantar na casa da senadora Kátia Abreu não se repete
na frente de crianças.

Villas Bôas na área I/ A exposição
do Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas (foto), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara foi um momento ímpar nos dias de hoje: governo e oposição enalteceram o trabalho dele, que foi direto ao rechaçar a intervenção militar. Ele citou uma pesquisa recente em que 55% dos cariocas defendiam a intervenção e mencionou: ;Isso é um indicador negativo para o país;, disse.

Villas Bôas na área II/ O comandante não titubeou ao dizer ;não gostamos de participar de operações de garantia da lei e da ordem;. E,0 mais adiante, comentou, mencionando a ocupação passada numa favela do Rio de Janeiro: ;Somos uma sociedade doente. O Exército apontando armas para brasileiros. Isso é terrível;.

Villas Bôas na área III/ O general conseguiu colocar na mesma fila, quase que lado a lado, o ;capitão; Jair Bolsonaro e a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), a quem cumprimentou com a seguinte menção: ;Que entende mais de Exército do que eu;.

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