Sr. Redator

Sr. Redator

postado em 06/07/2017 00:00
Animais sacrificados
Inacreditável que no Distrito Federal cães e gatos recolhidos nas ruas ainda sejam sacrificados pela Zoonoses. Não é possível que em meio a tantos salários altos, mordomias no GDF, milhares de cargos de confiança e R$ 700 milhões anuais gastos com a Casa de Espanto (Câmara Legislativa) e um Tribunal que nada conta não sobrem recursos para recolher, tratar, vacinar e incentivar a adoção desses animais. É desumano ver carroças com cavalos sendo torturados diante da omissão das autoridades. É inadmissível um castra-móvel doado pela iniciativa privada não funcionar por falta de interesse e competência do governo local. Isso sem falar no hospital público veterinário prometido há 15 anos e que ainda não funciona. O que esperar desses governos que são incapazes de colocar lixeiras nas quadras, de ignorar os problemas da W3 sul e de ser incapaz de colocar policiais nas ruas? Será que os negociadores de cargos e emendas da Casa do Espanto ignoram esses problemas? Será que sabem que os donos de animais domésticos também votam? Senhor governador, quando vai assumir o GDF? Distritais, abram mão de metade dos seus salários e mordomias para tratar os animais, colocar lixeiras na cidade, pintar faixas. Façam alguma coisa digna!
; Erica Maria Dias,
Asa Norte

Park Way
Em recente reunião promovida pelo GDF para discutir com os moradores a destinação de áreas do Park Way na LUOS, inúmeros moradores se manifestaram com veemência contra a permissão de uso para atividade comercial de moradias em terrenos de condomínios. Todos temem pelo aumento da insegurança, desvalorização dos imóveis e aumento de discórdia entre vizinhos. Mesmo com nenhum morador tendo manifestado favorável a tal permissão, representante do governo insistiu na liberação para profissionais liberais e microempreendedores individuais instalarem suas atividades nas casas. Se chegam com decisão tomada e contrária aos interesses da comunidade, porque o jogo de cena? Ora, quem pode ter um imóvel na área tem recursos para pagar o aluguel da atividade econômica, sem precisar trazer desconforto aos vizinhos. A maioria dos moradores até concorda com as tais ;ilhas de comércio;, para poderem trabalhar perto de casa. Mas atividade econômica perturbando o seu sossego e a segurança dentro do condomínio, nunca. A população do Park Way rechaça essa mudança.
; Ricardo Caetano Soares,
Park Way

Violência urbana
A partir do processo de abertura política e redemocratização do país, em 1979, o volume de crimes violentos, que já vinha aumentando desde o início da década, ganhou uma inédita visibilidade. Revistas estampavam à época títulos como ;As cidades estão com medo;. O Brasil saía de uma longa noite sob um regime autoritário e cruel com seus opositores, quando as instituições democráticas começavam a se reconstituir, a violência urbana alcançava níveis nunca antes vistos em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, em proporções e igualdade com a que presenciamos hoje. Será que há alguma correlação entre democracia e violência no Brasil? Seria esse mais um grande paradoxo brasileiro? A incorporação do uso indiscriminado da violência contra suspeitos provenientes de camadas populares tem reforçado, dentro do aparelho policial, a certeza da impunidade, especialmente quando essa violência se exerce como parte do dispositivo da corrupção. A violência tem ganhado legitimidade em razoáveis setores das polícias e da sociedade. Também a corrupção deixou de ser representada como um desvio ético, para ganhar a reputação de uma troca legítima, sob a égide do ;jeitinho brasileiro;, estabelecendo a propina e o suborno a serem impostas por agentes do Estado em qualquer infração penal.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras

Reclamação Petista
Lula se queixa de que Michel Temer e Moreira Franco foram ingratos, como estão sendo centenas de outros antigos auxiliares que hoje se sentem traídos por ele. Seria pretender demais esperar virtude tão nobre da parte dos que hoje esperam que quem armou toda essa confusão, envolvendo toda a politicalha que está sendo chamada a prestar contas, venha a praticar a virtude da lealdade assumindo a responsabilidade como chefe da quadrilha.
; Elizio Nilo Caliman,
Lago Norte

Perguntas sem respostas
Gostaria de respostas para algumas indagações. Quem sabe a imprensa, com seu conhecimento e poder de pesquisa, possa encontrar explicações. Por que o Governo do Rio de Janeiro (e outros) obriga o empresariado a arcar com salário mínimo superior a R$ 1,1 mil enquanto paga R$ 970 a seus aposentados e pensionistas? Por que pagamos multa de 2% que é alta ante uma inflação anual de 4%, nas contas de luz e água, e, no pagamento de impostos, estamos expostos a multa de 10%? Por que temos prazo para recorrermos das multas, muitas delas arbitrárias e injustas, e o Detran não tem prazo para dar respostas às defesas prévias e não divulga a conclusão da análise? Por que o SAMU não pode transferir um doente para um hospital particular, quando este tem plano de saúde, se nos centros públicos não aceitam os doentes por superlotação? Essas e outras questões são o retrato desse país.
; Elaine Maria D. Holanda,
Asa Norte

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