Pelas ruas da cidade

Pelas ruas da cidade

postado em 06/07/2017 00:00
 (foto: Fiat/Divulgação)
(foto: Fiat/Divulgação)


Vamos aos números: o motor 1.0 de três cilindros da Fiat gera 77 cavalos no etanol e 72 na gasolina, além de 10,9 e 10,4kgfm de torque. O antigo Fire ; que ainda equipa as outras versões do Mobi ; também é 1.0, mas de quatro cilindros, com 75/73 cavalos e 9,9/9,5kgfm. Para se ter uma ideia, dois concorrentes, um direto e outro indireto, contam com propulsores melhores. O up! vem equipado com um 1.0 de 82/75 cavalos e o Ford Ka com um de 85/80, ambos de três cilindros.

Como o Mobi pesa apenas 945kg, ; e mesmo com um motor menos potente que os concorrentes ; ele até que é bem esperto na hora da condução, quando tem apenas o motorista a bordo. Nessas situações, o propulsor responde honestamente ao acelerador. Saídas, retomadas de velocidade e até ultrapassagens são feitas de forma tranquila. O câmbio manual de cinco marchas é bem encaixado e as trocas são feitas sem esforço. Agora, com mais duas pessoas dentro do carro, ele sente o peso e a forma de condução muda completamente, todas as manobras ficam mais lentas e o condutor precisa de mais atenção.

No quesito consumo, os dados chamam a atenção, por ser normal. O Mobi de três cilindros não é nem econômico, nem beberrão. Segundo os dados do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) ele faz, com gasolina, 13,7km/l na cidade e 16,1km/l na estrada. No entanto, a Fiat garante que ele faz mais. Durante o teste, a Drive marcou 13,5km/l, abaixo do indicado pelo Instituto, mas melhor do que a versão Way On ; com motor de quatro cilindros ; testada pelo Veículos em outubro do ano passado, que marcou 13km/l.

No quesito espaço interno, não podemos nem criticar, nem elogiar o Mobi, por causa da proposta do modelo. Por ser um supercompacto, a área para os ocupantes não é nada generosa. Com conforto, no máximo três pessoas viajam no carrinho. Quatro complica e cinco é impensável. O porta-malas segue o mesmo padrão, pequenas bolsas ou sacolas, mala grande nem pensar. Mas ele foi feito para isso, mobilidade em grandes centros, com poucos espaços.

Pontos positivos

Por ser pequeno (3.566mm de comprimento) ele cabe em qualquer vaga. Não existe aquela coisa de: será que dá para estacionar? Sempre é possível. Provavelmente essa é uma das grandes virtudes do carrinho. Outro ponto legal, e isso é histórico da Fiat, é que o farol acende e apaga ao ligar e desligar o motor, em um momento em que temos que andar com as luzes ligadas ; em rodovias ; mesmo de dia, é muito útil, principalmente para os mais esquecidos.

Outra coisa ótima no Mobi é a direção elétrica, provavelmente uma das melhores do mercado atualmente, e a mesma que equipa o irmão maior, o Uno. Além de ser leve como qualquer uma do tipo, a Fiat acrescentou uma função chamada City, que deixa o volante ainda mais macio, ideal durante as manobras de estacionamento.

Como a versão testada vem equipada com os pacotes extras, que mesmo caros, são interessantes. Os kits deixam o Mobi mais completo. Com direito a sensor de estacionamento, som bluetooth com comandos no volante, alarme, faróis de neblina, rodas de liga leve e quadro de instrumentos com tela em TFT e computador de bordo, muito completo. Entre outras coisas, é possível verificar as horas do motor, ter consumo A e B, visualizar mensagens na tela, além de contar com velocímetro digital.


Ficha técnica
  • Motores: 77cv a 6.00rpm e torque de 10,9kgfm a 3.250rpm (e) e 72cv a 6.000rpm e torque de 10,4kgfm a 3.250rpm (g)
  • Dimensões: 3.566mm comprimento; 1.633mm largura; 1.490mm altura e 2.305mm distância entre-eixos;
  • Transmissão: manual de 5 velocidades
  • Direção: elétrica
  • Porta-malas: 235 litros
  • Suspensão: McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
  • Pneus: 175/65 R14
  • Freios: disco na dianteira e tambor na traseira
  • Consumo: 13,5km/l
  • Preço: a partir de R$ 40,6 mil




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