R$ 2,99

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Na disputa entre os postos para ver quem oferece o menor preço, ganha o cliente. Reajustes diários da Petrobras não mudam tendência de baixa

» MARLLA SABINO ESPECIAL PARA O CORREIO
postado em 14/07/2017 00:00
 (foto: Arthur Menescal/Esp.CB/D.A. Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp.CB/D.A. Press)


As promoções anunciadas pelos postos de combustível estão ajudando a aliviar o bolso dos consumidores da capital. Em média, o litro da gasolina está sendo vendido em Brasília por um valor próximo dos R$ 3. Na 411 Sul, por exemplo, é possível encontrar o litro do produto por R$ 2,999. Nos postos Ipiranga e Petrobras da 203 e da 209, próximos ao Eixinho Norte, o valor é de R$ 3,019. Na Asa Sul, nas imediações da 403, os motoristas podem comprar o combustível por R$ 3,029.

Enquanto isso, a Petrobras continua seguindo a nova política de preços, que passaram a ter reajustes praticamente diários nas refinarias. A partir de hoje, por exemplo, a gasolina subirá 1,7%, enquanto o óleo diesel cairá 0,9% nas vendas para as distribuidoras. Alternando altas e baixas, esse movimento, porém, não tem alterado o comportamento dos postos de revenda, que estão disputando os clientes nos centavos.

Os consumidores agradecem. ;Eu sempre procuro abastecer nos estabelecimentos em que os preços são mais baixos;, contou a psicóloga Josiane Pelles, 53 anos. Ela disse que, por semana, gasta cerca de R$ 170 para encher o tanque e afirma que a preocupação de encontrar preços mais em conta tem impacto positivo no orçamento doméstico. ;Pensando em quatro semanas, economizo por mês o que seria equivalente a meio tanque;, observou. ;Consigo direcionar essa quantia para comprar outras coisas.;

O motorista Salvador Durand Júnior, 45, compartilha os preços baixos com os colegas pelas redes sociais. ;Ficamos de olho nas promoções e avisamos uns aos outros. Sempre estou antenado para saber onde o combustível está mais barato. Trabalho com o carro, e isso significa que ganharei mais;, comemorou.

Apesar de usar o preço como principal critério na hora de escolher onde abastecer, Durand se preocupa com a qualidade do combustível. ;Já tive problemas uma vez em um posto que passei a evitar. Sempre que percebo algo diferente, consulto meu mecânico;, contou.

Os preços mais baixos da gasolina e de outros combustíveis têm impacto nos indicadores econômicos. Em junho, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por causa, sobretudo, dos alimentos, dos combustíveis e da energia elétrica, houve deflação de 0,23%, a primeira em 11 anos.

No Distrito Federal, a guerra de preços aumentou depois que a Polícia Federal, o Ministério Público e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deflagraram uma operação para pôr fim a um cartel entre os postos.

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