Reversão do desejo da paternidade

Reversão do desejo da paternidade

O homem que optou pela vasectomia, mas se viu diante da vontade de ter um filho, pode se submeter à cirurgia para viabilizar esse plano. O sucesso, porém, depende de uma série de fatores

Por Alan Rios*
postado em 06/08/2017 00:00
Uma decisão que era para ser definitiva, de repente, é questionada. O homem que um dia fez vasectomia, pensando que ali se encerrava a possibilidade de viver a paternidade, se vê diante da vontade de mudar de planos. ;E aí, dá para ser pai novamente?;, questiona-se. A resposta para os que se arrependeram da esterilização é ;sim;, mas voltar atrás não é tão simples.

Reverter a vasectomia exige cuidados diferentes dos adotados na cirurgia contraceptiva, como uma anestesia mais potente do que a local, a utilização de microscópio na operação e a necessidade de ser feita em um ambiente cirúrgico hospitalar.

Para o urologista Fernando Croitor, da Sociedade Brasileira de Urologia, a reversão deve ser pensada e realizada com cautela: ;Não é um procedimento de risco, mas é delicado. A gente tem que alinhar as duas partes do canal deferente, que foram separadas na vasectomia, e realinhá-las;, explica. ;Mas, mesmo a operação bem realizada, é só uma tentativa de reverter a vasectomia;, lembra. Assim, o sucesso da cirurgia, que vai definir se o paciente operado ainda poderá ser pai, vai depender de uma série de fatores.

(*) Estagiário sob a supervisão de Flávia Duarte

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