Capital da dança

Capital da dança

Joinville é uma cidade estratégica e respira cultura. A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil traduz essa vocação e é parada obrigatória para quem vai à cidade

» Rafaella Panceri
postado em 09/08/2017 00:00
 (foto: Rafaella Panceri/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Rafaella Panceri/Esp. CB/D.A Press)


Joinville (SC) ; Urbano e rural, tão próximo da serra quanto do mar, o município é o mais populoso entre os catarinenses e concentra o maior polo industrial do estado. Também conhecido como Cidade dos Príncipes, está entre a Serra do Mar e a Baía da Babitonga, em uma posição estratégica ; distante 130 km de Curitiba e 170 km de Florianópolis. Quem passa por lá pode usufruir de uma versatilidade de infraestrutura e serviços ; há opções de lazer para públicos de todos os estilos. Bons hotéis e restaurantes estão à disposição, além de atrações que vão de museus e centros culturais a fábrica de cerveja aberta ao público.

Ao lado da boa mesa e das indústrias que movimentam a economia, cultura, para os joinvilenses, é palavra de ordem. A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, única fora da Rússia, é um espaço dedicado ao ensino profissional da dança e traduz essa vocação artística do município, que recebeu o título de Capital Nacional da Dança no ano passado.

A escola funciona há 17 anos e educa, atualmente, 228 alunos de todas as regiões do Brasil e outros dois países. Além de ensino gratuito, eles recebem auxílio para alimentação e transporte e acompanhamento médico. Visitar o complexo é mais que assistir a ensaios e aulas de balé.


Sentimento

Entre os corredores, entrecortados por salas espelhadas, estúdios de música e ateliês ; onde os figurinos são criados ;, a sensação é de estar em um filme. Ou em um sonho, como descreve a bailarina Nayla Ramos, 17 anos. As visitas guiadas são conduzidas por ex-alunos e permitem aos visitantes ter contato com histórias de vida.

;Nunca pensei que fosse conseguir isso. Sabe quando você não acredita que uma coisa está acontecendo? Estou assim;, relata a aluna Nayla Ramos, solista do espetáculo O Príncipe Igor, apresentado pela companhia na noite de gala do festival de dança deste ano. A rotina de aulas e ensaios é intensa ; começa às 14h e pode ir até as 19h45 ;, mas gratificante. ;Nunca pensei em desistir;, assegura, mas destaca que a carreira tem altos e baixos. ;Pra quem vê, parecem mil maravilhas, é lindo, mas bailarina sofre muito.;

As exigências são mais que técnicas. Emocionais e físicas, coexistem com a pressão para se destacar. ;Eu, por exemplo, procuro colocar sentimento na dança. É uma coisa que chama a atenção e faz com que o número fique mais interessante;, analisa Nayla. De olho no futuro, pretende ingressar em uma companhia fora do Brasil. ;É raro ver a dança sendo valorizada no país;.


Cidade dos Príncipes
O território de Joinville era parte do dote de casamento de Francisca Carolina, irmã de Dom Pedro II. No século 19, ela se casou com o príncipe francês Ferdinand Philipe, que reinava em Joinville (na França). O reinado, no Brasil, recebeu o mesmo nome. Mais tarde, parte das terras foi vendida para uma companhia de colonização alemã, responsável por trazer imigrantes europeus à região.


Para saber mais
O 35; Festival de Dança de Joinville aconteceu entre 18 e 29 de julho. A abertura ficou por conta da Cia. Deborah Colker, com o espetáculo Cão Sem Plumas. As oito noites seguintes foram destinadas à Mostra Competitiva, da qual participaram cerca de seis mil bailarinos.


Serviço

Escola do Teatro Bolshoi no Brasil
  • Av. José Vieira, 315,
  • Centreventos Cau Hansen, América ; Joinville
  • Agende sua visita pelo site: www.escolabolshoi.com.br ou (47) 3422-4070


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