Condenação e solidariedade

Condenação e solidariedade

Governantes mundo afora, de Washington a Moscou, enviam mensagens de apoio a Barcelona, anunciam medidas de segurança e reafirmam o compromisso de união na luta contra a violência extremista

postado em 18/08/2017 00:00
 (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteve entre os primeiros chefes de Estado e de governo a manifestar solidariedade com a Espanha, condenar o atentado de Barcelona e oferecer cooperação. Parceiros da União Europeia, além do presidente russo, Vladimir Putin, reforçaram as manifestações unânimes de repúdio ao terrorismo, motivo de ;grande preocupação; do papa Francisco. Uma nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE) transmitiu a condenação ;veemente; do governo brasileiro, que iluminou a fachada do Palácio do Planalto nas cores da bandeira espanhola.

;Os EUA condenam o ataque terrorista de Barcelona, na Espanha, e farão tudo o que for necessário para ajudar;, reagiu Trump pelo Twitter, como se tornou cotidiano em sua presidência. ;Sejam corajosos e fortes, nós os amamos!”, encorajou, em mensagem dirigida ao presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy. O secretário de Estado, Rex Tillerson, acrescentou que o pessoal diplomático americano está prestando assistência aos cidadãos do país na capital catalã, endereçou condolências aos espanhóis e renovou o compromisso de Washington com o combate ao extremismo. ;Os terroristas ao redor do mundo devem saber que os EUA e aliados estão determinados a encontrá-los e levá-los à Justiça;, declarou à imprensa, ao lado do titular da Defesa, Jim Mattis.

Também pelas redes sociais, o presidente Emmanuel Macron transmitiu ;a solidariedade da França com as vítimas do trágico ataque a #Barcelone; e reiterou que os governos da Europa, onde se sucedem ataques do Estado Islâmico, com métodos semelhantes aos de ontem (veja quadro), ;permanecem unidos e determinados; na luta contra o terror.

Na Alemanha, a chanceler (chefe de governo) Angela Merkel classificou como ;revoltante; a ação na área turística de Las Ramblas. ;Pensamos com profunda tristeza nas vítimas do ataque em Barcelona, com amizade e solidariedade aos espanhóis;, diz o texto postado no Twitter pelo porta-voz de Merkel, Steffen Seibert. O ministro de Assuntos Exteriores e vice-chanceler, Sigmar Gabriel, tuitou sobre o atentado e se disse ;profundamente abalado;.

Mobilização
O ministro italiano do Interior, Marco Minniti, convocou para a manhã de hoje uma reunião extraordinária do Comitê de Análise Estratégica e Antiterrorismo, com a presença des responsáveis pelas forças policiais e pelos serviços de inteligência. Minniti ponderou que a ameaça extremista ;continua elevada;, como em outros países, mas afirmou que não dispõe de ;indícios de ameaça iminente;. ;A Itália está próxima das autoridades espanholas e locais, e nossos pensamentos se voltam para as pessoas afetadas;, tuitou o premiê Paolo Gentiloni, que condenou o ataque a ;Barcelona, esplêndida e amiga;.

No Vaticano, o porta-voz Greg Burk informou que o papa Francisco ;acompanha com grande preocupação; os acontecimentos na Espanha. ;O Santo Padre reza pelas vítimas desse atentado e deseja expressar sua proximidade ao povo espanhol, especialmente aos feridos e às famílias dos falecidos;, disse Burk.

Em nota divulgada pelo Itamaraty, o governo brasileiro ;deplorou veementemente; o ataque em Barcelona e reiterou ;a condenação a todo e qualquer ato de terrorismo, qualquer que seja sua motivação;. O texto manifesta ;consternação; pelas vítimas e seus familiares e votos pela recuperação dos feridos.

;Condenamos firmemente este crime cruel e cínico contra civis;, diz o telegrama enviado de Moscou pelo presidente Vladimir Putin e endereçado ao rei Felipe VI. ;O que aconteceu confirma mais uma vez a necessidade de uma legítima união dos esforços de toda a comunidade mundial, em uma batalha intransigente contra as forças do terror.;



Bélgica julga
;homem de Paris;


O único sobrevivente entre os autores dos atentados de novembro de 2015 em Paris, com saldo de 130 mortos, vai a julgamento em Bruxelas, na Bélgica, onde foi capturado. Salah Abdeslam, 27 anos, é acusado de ter ferido a tiros três policiais que localizaram o apartamento onde ele se escondia, na capital belga. Três dias depois do incidente, em março de 2016, ele foi detido em companhia de Sofiane Ayari, 24, em Moolenbek, subúrbio de Bruxelas com forte presença de imigrantes muçulmanos e considerado um dos focos de recrutamento de jihadistas pelo Estado Islâmico. Os dois serão julgados por ;tentativa de assassinato (de policiais) em um contexto terrorista;, em data a ser anunciada nos próximos dias. Abdeslam está preso na França, e o cúmplice na Bélgica. Dias depois da captura dos dois, atentados no aeroporto de Zaventem e em um bairro de Bruxelas deixaram 32 mortos.




Armas sobre rodas

O ataque na avenida mais turística de Barcelona é o sexto nos últimos 13 meses em que veículos se
tornaram armas usadas pelos terroristas contra pedestres. A Espanha, que tinha sido poupada da onda de horror iniciada em 2015, foi alvo de um dos piores atentados cometidos na Europa: a explosão de bombas, em março de 2004, em trens no subúrbio de Madri, deixou 191 mortos e foi reivindicada pela Al-Qaeda.



França
; Desde janeiro de 2015, uma onda de atentados, a maioria reivindicados pelo Estado Islâmico (EI), deixou ao todo 239 mortos no país. Em 14 de julho do ano passado, o feriado nacional foi marcado por um violento ataque no Promenade des Anglais,
em Nice, quando um caminhão, dirigido por um tunisiano, avançou sobre a multidão, deixando
86 mortos e 450 feridos. Ele foi morto pela polícia
e o EI reclamou o ataque.

Reino Unido



; Em 22 de março (foto), o EI reivindicou um ataque que deixou cinco mortos em Londres: um homem lançou seu carro contra a multidão sobre a Ponte de Westminster, matando quatro pessoas, e depois assassinou a facadas um policial antes de ser abatido.

; Em 3 de junho, uma van avançou sobre a multidão na London Bridge. Em seguida, os três ocupantes do veículo saíram armados com facas atacando os pedestres, antes de serem abatidos pela polícia. Ao todo, o ataque deixou oito mortos e 50 feridos. Os agressores, mortos pela polícia, vestiam coletes explosivos falsos.
O EI reivindicou o atentado.

Alemanha



; Em 19 de dezembro de 2016, um tunisiano avançou com um caminhão em um mercado natalino de rua, em Berlim, deixando 12 mortos e 48 feridos (foto). Ele foi morto dois dias mais tarde em uma revista policial na Itália. O ataque também foi reclamado pelo EI.

Suécia
; Em 7 de abril, o motorista de um caminhão de entregas invadiu, a uma velocidade de 100 km/h, uma movimentada rua de pedestres de Estocolmo, atropelou cerca de 20 pessoas e deixou c

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