Agressor ganha liberdade provisória

Agressor ganha liberdade provisória

postado em 18/08/2017 00:00




Identificado pela Polícia Militar como André Luis Moreira dos Santos, o homem acusado de injúria racial à família de Vinicius Júnior no empate por 0 x 0 de quarta-feira responderá em liberdade provisória. A informação é do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Nas imagens flagradas por emissoras de tevê, o homem aponta para a pele. Há relatos de que ele gritava ;tudo macaco; em direção ao camarote em que estavam os familiares de Vinicius Júnior. O torcedor nega e alega que estava mostrando que tem sangue alvinegro.

;Decidi pelo segredo de Justiça devido à comoção social gerada pela situação. O juizado recebeu o apoio da diretoria do clube, que repudiou o comportamento deste rapaz. O Botafogo, assim como a administração dos clubes no Rio, tem demonstrado o seu apoio às ações do Juizado nos estádios durante a realização de eventos; explicou o juiz Luiz Alfredo Carvalho Júnior, que estava de plantão no Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos na noite de quarta-feira.




Família de Vinicius Júnior se manifesta

O atacante Vinicius Júnior se pronunciou por meio de nota à imprensa. ;A família do atacante Vinicius Jr, do Flamengo, que foi vítima de racismo por parte de um torcedor do Botafogo, pela semifinal da Copa do Brasil, lamenta profundamente o episódio e repudia qualquer ato neste sentido contra qualquer cidadão. E espera que medidas sérias e cabíveis sejam tomadas pelos órgãos responsáveis para que cenas lamentáveis como esta não voltem a se repetir;, diz o texto.



MEMÓRIA/ Cinco casos de injúria racial no futebol brasileiro: punição ao Grêmio foi a mais severa

Grafite (2005)

; O zagueiro Desábato ofende o centroavante Grafite durante duelo válido pela Libertadores, vencido pelo São Paulo, e um delegado dá ordem de prisão ao argentino antes do fim da partida. Ele passa dois dias em DPs de São Paulo. Após pagar fiança de R$ 10 mil, o beque retorna a Argentina. Grafite não leva o caso para o tribunal.

Arouca (2014)
; Em jogo do Santos contra o Mogi Morim pelo Campeonato Paulista, o volante santista marcou um golaço na vitória por 5 a 2. Mas a alegria foi substituída pela indignação. Torcedores do time rival o chamaram de macaco e um outro lhe disse que deveria procurar uma seleção africana para jogar.

Aranha (2014)
; O goleiro do Santos sofreu diversas ofensas racistas por parte de alguns torcedores do Grêmio, em jogo da Copa de Brasil de 2014. O caso corre o país. Quatro dos agressores são identificados e têm o direito de frequentar o estádio suspensos por 720 dias. O Grêmio é punido pelo STJD com a eliminação da Copa do Brasil.

Michel Bastos (2015)

; Depois de comemorar um gol com pedidos de silêncio, Michel Bastos, jogador do São Paulo à época, é alvo de ofensas racistas na internet. O jogador leva o caso à Justiça, e a agressora é punida. A sentença foi prestar serviços comunitários.

Tchê Tchê (2016)
; Por meio de um registro em vídeo é possível ver quando Tchê Tchê, jogador do Palmeiras, recebe ofensas racistas de um torcedor do Atlético-PR, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 2016. O meia não leva a questão para a justiça, mas o clube do Paraná é punido no STJD e tem de pagar multa de R$ 20 mil.




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