360 Graus

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Jane Godoy - janegodoy.df@dabr.com.br

postado em 18/08/2017 00:00
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)



O homem que sabe mostrar Brasília
tudo começou com uma visita a Brasília. Como um turista comum, como as milhares de pessoas que vêm de longe para conhecer a cidade criada por JK. Juan Luis Hermida Stefani veio de Montevidéu, capital do Uruguai, em sua primeira visita, em 1982.

Juan Luis, veio, viu, gostou e voltou com a cidade moderna no pensamento e a grande vontade de retornar um dia. Isso aconteceu 17 anos depois, em 1997. ;Saí do Uruguai para trabalhar por 4 anos nos navios que fazem os cruzeiros pelo Caribe. Depois vim diretamente para Brasília, onde me casei e vivo até agora;.

Depois de 14 anos, resolveu fazer o curso de jornalismo, matriculando-se na Facitec, em Taguatinga. ;Antes de finalizar o curso, passei numa seleção e abri um restaurante dentro da Embaixada Americana, onde assinei contrato por um ano e fiquei por 5 anos;, conta.

Inquieto, Juan decidiu fazer o curso de técnico em turismo no Senac.

Tempo de se aperfeiçoar
Juan, cada vez mais encantado com o Brasil e com Brasília, não se viu livre das dificuldades que um estrangeiro encontra: ;a adaptação a uma nova realidade, um novo país e um idioma novo nunca é muito fácil.;

Daí e em diante, numa busca constante, conseguiu o primeiro trabalho numa loja de piscinas no Gilberto Salomão.

;Depois montei um serviço de catering para cozinhar na casa das pessoas tendo, como carro chefe, a paella espanhola e muitas outras delicias;, relembra.

Foi assim que apareceu a oportunidade de trabalhar no restaurante na Embaixada Americana.

O trabalho nos navios, pelo Caribe, marcou a verdadeira vocação de Juan, pois ali, ele conviveu com pessoas de todas as partes do mundo e falou tantos idiomas. ;Como guia de turismo sou microempresário e trabalho por conta própria e para muitas agências;, afirma.

;O mercado de turismo em Brasília está muito mal explorado. A cidade é Patrimônio Cultural da Unesco desde 1987 e quase não se faz promoção no exterior. Os turistas contam que as agências insinuam que ;não tem nada para fazer lá;. O dono de uma operadora francesa me disse que a culpa é do nosso governo que, ao pensar no Brasil, só se fala em Rio de Janeiro, Salvador, Iguaçu, Amazonas e, talvez, o Pantanal. A mesma coisa acontece com as operadoras do Rio de Janeiro e de São Paulo. Passam a ideia deturpada de que ;aqui só tem política e corrupção;. A cidade vai muito alem disso! Tem um plano, um conceito, uma alma, uma vida própria! Fico muito feliz ao ver estampado no rosto dos turistas a surpresa que a nossa cidade causa; afirma, com veemência.

A cidade que Juan ama
Garantindo que, sem dúvida, o turismo é uma boa fonte de renda para a cidade e para o Estado e que temos um bom ;turismo jurídico; por causa dos tribunais. Juan assegura que ;podemos e devemos melhorar o turismo em Brasília.

Hotéis, restaurantes recomendados por nós, guias, fazem passeios e pagam ingresso para visitar o Memorial JK. É sempre uma fonte de renda, pois o turista deixa dinheiro e movimenta a economia da cidade;.

O guia cita, como os mais procurados, a Torre de TV, o QG do Exército, o Santuário Dom Bosco, ;a caminhada desde a Igrejinha até a quadra modelo, com jardins do Burle Marx, a Catedral e o Itamaraty, a joia da República. Acho fundamental que vejam a Praça do Três Poderes e a ponte JK;, recomenda.

1982
Ano da primeira visita de Juan Luis a Brasília






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