Tesouro terá R$ 100 bi do BNDES

Tesouro terá R$ 100 bi do BNDES

Alessandra Azevedo
postado em 31/08/2017 00:00
 (foto: Leonardo Cavalcanti/CB/D.A Press - 17/12/16
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(foto: Leonardo Cavalcanti/CB/D.A Press - 17/12/16 )


A equipe econômica ainda não cobrou do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a devolução antecipada de mais de R$ 100 bilhões dos empréstimos de longo prazo feitos pelo Tesouro Nacional à empresa desde 2009, disse ontem o diretor financeiro da instituição, Carlos Thadeu de Freitas Gomes. Ele conversou com jornalistas no Senado, onde participou de audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades em operações do banco.

Apesar disso, Thadeu de Freitas ressaltou que não há ;nenhum inconveniente; na cobrança, que é ;uma questão de tempo;. O governo espera que o dinheiro volte ao caixa da União em 2018. Por isso, a devolução deve ser prevista na proposta do Orçamento para o ano que vem, que será encaminhada hoje ao Congresso. Não existe, segundo o diretor, possibilidade de o banco não devolver o valor, mas é possível negociar pontos como a forma de transferência. ;O que não pode é atrapalhar a dinâmica do banco, o que atrapalharia a União também, já que o banco paga dividendos para a União;, observou.

Thadeu de Freitas também foi questionado pelos senadores, na audiência, sobre o financiamento de obras em outros países, o que, nas palavras dele, ;é uma decisão de governo, não do banco;. O processo de empréstimo do BNDES é ;transparente; e ;soberano;, defendeu. ;Não tem alçadas, tem comitês. Qualquer financiamento passa por várias assinaturas, é o que dá segurança à governança no BNDES;, afirmou. ;Nisso, o banco é transparente, é efetivo e é ético.;

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