1.388 oportunidades no serviço público

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Certame da instituição oferece 90 vagas para nível técnico em 14 especialidades. Os candidatos precisam ter de 18 a 25 anos. Após aprovados, passarão por curso de formação no Rio de Janeiro

Neyrilene Costa*
postado em 03/09/2017 00:00
 (foto: Arquivo pessoal)
(foto: Arquivo pessoal)

As inscrições para o concurso de praças da Marinha terminaram na última quinta-feira (31) e os candidatos precisam intensificar a rotina de estudos. O certame é voltado para homens e mulheres que tenham de 18 a 25 anos em 1; de janeiro de 2018. A primeira etapa do concurso é a prova de conhecimentos profissionais, com 50 questões de múltipla escolha (com cinco alternativas cada uma) de acordo com a área técnica e com uma redação dissertativa, comum a todos os cargos, sobre tema escolhido pela Administração Naval. A segunda fase é composta por inspeção de saúde, teste de aptidão física (com natação e corrida) e verificação de dados biográficos.


Ao passar por essas etapas, o selecionado ingressa na Marinha e faz o curso de formação de ensino militar naval e profissional, com duração de 17 semanas na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O estudante recebe bolsa-auxílio de R$ 989 durante a formação, que começa em 23 de julho de 2018, com direito a alojamento. Antes disso, deve ficar obrigatoriamente nos acomodamentos da instituição pelo período de adaptação, de 25 de junho a 22 de julho de 2018, durante o qual ele será preparado para a vida militar. O início do curso é em 23 de julho de 2018. Após o curso, os concluintes se tornam cabos (podendo evoluir para outros cargos) e serão enviados para regiões do país que necessitem de agentes nas especialidades deles. Após a conclusão do curso, a remuneração é de R$ 2.449, acrescido de adicionais militar (13%) e de habilitação (16%), totalizando R$ 3.159,21.


A seleção da Diretoria de Ensino da Marinha (DensM) oferece 90 vagas. As oportunidades são para quem concluiu o ensino médio e curso técnico em uma das seguintes especialidades: contabilidade (9), desenho de arquitetura (4), estatística (4), eletrônica (4), enfermagem (5), estruturas navais (10), gráfica (5, para técnico em pré-impressão gráfica, em impressão gráfica, em impressão offset, em comunicação visual, em design gráfico e em processos gráficos), geodésia e cartografia (5), marcenaria (5), metalurgia (10), meteorologia (5), motores (6, para técnico em manutenção automotiva, em máquinas navais e em máquinas pesadas), processamento de dados (12, para técnico em informática, em manutenção de suportes, em programação de jogos e em redes de computadores) e química (6).


Fernando da Silva Evangelista, 22 anos, é aluno do curso técnico em manutenção automotiva no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e terminará a formação em setembro. O jovem planeja fazer o concurso e estuda os temas em que tem dificuldade, como desenho técnico de máquinas. ;Procuro professores para me ensinar e aprimorar as técnicas;, afirma. A possibilidade de exercer a carreira militar (um sonho antigo) aliada à mecânica agrada a Fernando. ;O concurso proporciona unir o útil ao agradável;, enfatiza. A redação não intimida o estudante. ;Não tenho medo dela, pois hoje tudo o que você faz tem texto. É melhor se acostumar com a ideia e se preparar;, acrescenta.

Para se preparar

Na prova específica de processamento de dados, conteúdos como sistemas operacionais e linguagens de programação estarão presentes. O mestre em engenharia elétrica e coordenador do curso técnico em informática ; desenvolvimento de sistemas do Instituto Federal de Brasília (IFB) Lázaro Vinícius Lima observa que é preciso entender programas como LibreOffice e Linux. ;Se o candidato nunca mexeu nesses sistemas, sugiro que instale e teste em casa, não é muito complicado de aprender;, afirma. Outro conteúdo também importante é sobre Java. ;É necessário saber tudo sobre códigos: ler, inventar, identificar, conferir se estão corretos;, orienta.


O concurso oferece nove vagas para quem é técnico em contabilidade. O professor de custos aplicados ao setor público da Universidade de Brasília (UnB) José Marilson Dantas comenta que, entre os conteúdos cobrados na prova, os que merecem atenção especial são: orçamento e contabilidade pública, Lei Orçamentária Anual (LOA), Plano Plurianual (PPA) e Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). ;É interessante estudar esses assuntos por meio de manuais técnicos. Eles estão na internet e são de fácil compreensão;, afirma. ;É importante focar no plano de contas aplicado ao setor público e também na dívida ativa, temas que estão em voga neste momento de crise financeira;, ressalta. Para se sair bem, é necessário também estudar por meio de provas passadas desse e de outros concursos. ;O programa de bibliografias sugeridas é extenso, então o ideal é focar em resoluções de exercícios;, acrescenta o professor.


Comum nas provas de todos os cargos, o texto dissertativo servirá para avaliar o domínio do idioma e a capacidade de expressão dos candidatos. Editora de Opinião do Correio Braziliense e professora de português, Dad Squarisi dá recomendações para os candidatos se saírem bem. ;Redação é treino. A primeira dica que dou é: escreva muito e sempre. Em segundo lugar, faça um plano com objetivos a serem seguidos. Por último, lembre-se de que é importante escrever seguindo a norma culta;, diz. A dissertação será avaliada criteriosamente e o candidato precisa prestar atenção a estrutura, conteúdo, coesão e coerência, título, assunto e expressão. Não fugir do tema proposto e saber organizar o texto contarão pontos para uma boa avaliação. ;Tem que começar bem a redação para prender o leitor e terminar bem, porque a última impressão é a que fica;, acrescenta.

* Estagiária sob supervisão de Ana Paula Lisboa

Passe bem / Contabilidade

Segundo Martins (2010), há um método de custeio que consiste na
apropriação de todos os custos de produção aos produtos e serviços.
Esse método se chama custeio
A) padrão
B) do desembolso
C) por atividade
D) variável
E) por absorção

Comentário:
Descartamos as letras A e B por não se referirem a método de custeio reconhecido de forma geral pela literatura. A letra D é eliminada, pois o método não reconhece os custos fixos como custo do produto ou serviço. Diante das alternativas restantes, apenas o custeio por absorção reconhece somente os custos de produção aos bens e serviços.

Questão retirada do concurso público de admissão ao curso de formação para ingresso no corpo auxiliar de praças da Marinha (CP-CAP) de 2016,
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