Dinheiro pode ser de tráfico

Dinheiro pode ser de tráfico

postado em 07/09/2017 00:00
A apreensão de R$ 51 milhões no bunker que seria de Geddel Vieira Lima (PMDB) levantou a questão sobre como o ex-ministro de Lula e de Michel Temer conseguiu acumular uma quantia tão grande em espécie sem que nenhuma movimentação de recursos tenha sido detectada pelas autoridades, entre elas, o Banco Central.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Funcionários do BC (Sinal), Jordan Pereira, há alguns fatores para explicar a circulação de tanto dinheiro em espécie usado para o pagamento de propinas: há bancos que não comunicam os saques de clientes ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), responsável por combater a lavagem de dinheiro; há transportadoras de valores que ;dormem; com uma grande quantidade de dinheiro e podem ;emprestar; esses recursos dentro de um esquema ilegal; e a quantia pode ser fruto de roubo a bancos e a transportadoras de valores ou mesmo recursos do tráfico de drogas e de armas.

O presidente do Sinal afirma que, no caso de não comunicação de saques ao Coaf, uma fiscalização mais eficiente resolveria o problema. Já no caso de transportadoras ;emprestarem; dinheiro, Pereira ressalta que falta regulamentação. As outras possibilidades são casos de polícia.

Do lado da Receita Federal, em casos como esses, o órgão convoca o suposto proprietário dos recursos ou dos bens apreendidos para verificar se ele tem condições de comprovar a origem deles. A partir daí, promove-se a autuação para o pagamento dos impostos devidos. No caso de Geddel, é cedo para uma definição, já que os policiais ainda estão trabalhando no apartamento de Salvador.

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