IPCA até agosto é o menor desde 1994

IPCA até agosto é o menor desde 1994

RODOLFO COSTA ADRIANA BOTELHO*
postado em 07/09/2017 00:00
 (foto: Bárbara Cabral/Esp.CB/D.A. Press
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(foto: Bárbara Cabral/Esp.CB/D.A. Press )

A redução da taxa básica de juros (Selic) foi coerente com o processo de desaceleração da inflação. Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,19%. É a menor variação para o mês desde 2010, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A mediana das expectativas de analistas consultados pelo BC apontava para uma alta de 0,39%, o dobro da efetiva alta dos preços em agosto. A variação colocou o custo de vida acumulado em 12 meses encerrados no mês em 2,46%. É a menor taxa para essa base de comparação desde fevereiro de 1999.

No acumulado entre janeiro e agosto, o índice ficou em 1,62%, a menor variação para o período desde o início do Plano Real, em 1994. Para setembro, a expectativa é de que o arrefecimento dos preços no mercado de bens e serviços seja mantido, avaliou o analista de inflação da Rosenberg Associados, Leonardo Costa.

A previsão do economista aponta que, em setembro, a inflação no acumulado em 12 meses registrará uma ligeira desaceleração, atingindo o patamar de 2,45%. No mês, a projeção é de um aumento de 0,07%. A perspectiva de Costa está atrelada aos bons resultados por parte do grupo de alimentação e bebidas. E não é à toa. Em agosto, os gastos com alimentação recuaram, em média, 1,07%.

O desempenho do grupo de alimentos levou Costa a revisar as projeções do IPCA para 2017 e 2018. Para ele, a expectativa é de que a inflação acumulada nos períodos fique em 2,8% ; abaixo do piso estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ; este ano, e em 3,7% no próximo. ;A inflação mais baixa terá um efeito inercial favorável para o custo de vida no ano que vem;, explicou.

A alta dos alimentos foi tão relevante que suprimiu o impacto dos combustíveis sobre a inflação. Para o alívio da dona de casa Irenilma de Lima, 45 anos, que calcula uma economia de R$ 200 com as compras de supermercado no último mês. ;Isso ajudou muito meu orçamento. Nos últimos dias, os preços de muitos alimentos caíram bastante, como o tomate. É algo bom, porque estou comprando mais;, comemorou.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira

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