360 Graus

360 Graus

por Jane Godoy janegodoy.df@dabr.com.br
postado em 07/09/2017 00:00
 (foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)



O que eu mais quero para você, Brasil


Hoje, comemoramos nossa Data Nacional. Em uma cidade como Brasília, onde as representações diplomáticas estão sediadas, torna-se um tanto corriqueiro participar das comemorações da data nacional de cada uma delas.

Cada um a seu modo, com suas tradições, costumes, folclore, música e gastronomia, nota-se, o amor à pátria, as saudades e a vontade de trazer para perto de si, no país em que vive atualmente, um pouquinho de cada cantinho da terra natal.

Hoje, a data é nossa. Há 195 anos, a nossa história está bem viva na memória, desde que, nos bancos escolares, aprendemos que, ;às margens do Rio Ipiranga, D. Pedro l deu o grito da Independência, nos libertando do jugo de Portugal;.

Nesta data, quando falamos de independência, voltamos o pensamento para o nosso país e, infelizmente, não nos ocorre a menor vontade de comemorar, de fazer festa, porque estamos precisando de um novo e forte grito, que está retido na alma de todos os brasileiros, bem diferente daquele dado há 195 anos.

Em nossa Data Nacional, gostaríamos de comemorar a independência de um país onde se dá a maior importância à educação que, por consequência, comandaria a saúde, a segurança, o trabalho, o respeito mútuo e pelos mais velhos. Um país onde o amor à pátria, o patriotismo e o instinto de defesa e proteção da família, dos idosos e da sociedade gerassem um país de cidadãos que pudessem exercitar, em sua plenitude, do direito de ir e vir em paz, com segurança, possibilitando a volta para a casa um ato corriqueiro e tranquilo. Gostaríamos de ver um país livre da violência, que coloca várias cidades como se estivessem em estado de guerra civil.

Violência que hoje atingiu os jovens estudantes que, como se fosse natural e corriqueiro, espancam professores e colegas em sala de aula e, pior, ficam impunes, porque não há uma legislação capaz de moralizar situação tão caótica.

Pior do que o descaso com a educação e a saúde, com tristeza, somos obrigados a conviver com a desonestidade, a corrupção, que leva à prática de todo tipo de ato ilícito, levando a economia do país ao caos.

Uma pena que, num dia como hoje, saia de nosso peito um lamento tão sofrido, reflexo do que temos visto e sentido há tempos, nos levando ao desânimo e à decepção de todos os trabalhadores diante de uma conjuntura jamais esperada.

Entre um lamento e outro, notícias que abalam e assustam os brasileiros de bem, vem aquele lampejo de esperança, fruto do desejo latente de um povo trabalhador e honesto, para que o Brasil tenha chance de ver resgatada a sua integridade física, material e moral. Para que possamos ter a certeza de que nossos filhos e netos terão a chance de um futuro promissor, seguro, justo, governado por pessoas que pensam tão somente em seu futuro, progresso e desenvolvimento, lutando por isso de forma idealista e correta.

Brasil, para você, hoje, nossa fé e esperança de que, realmente, dias melhores virão, possibilitando um país de gente com educação, saúde, trabalho para todos, segurança e bons exemplos.

Parabéns, pátria amada! Apesar dos pesares.


Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação