Disputa acirrada

Disputa acirrada

Comparamos as versões topo de linha do Renault Captur e do Ford Ecosport, dois exemplares do segmento que mais cresce no país, o de SUVs compactos

Geison Guedes Especial para o Correio
postado em 07/09/2017 00:00
 (foto: Geison Guedes/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Geison Guedes/Esp. CB/D.A Press)


Uma olhada rápida pelas ruas, e é fácil comprovar que os hatchs tomam conta do espaço, seguidos dos SUVs compactos. A categoria é a segunda mais procurada pelos brasileiros que compram ou querem comprar um carro. Os números comprovam que aos poucos vão subindo na lista de automóveis mais vendidos. Dois destaques são o Honda HR-V e o Jeep Renegade.

Enquanto a japonesa e a americana nadam às braçadas, as outras montadoras correm atrás. A Ford, com o seu pioneiro Ecosporte ; ele que criou a categoria em 2003 ; e a Renault com os irmãos Duster e o recém-chegado Captur, procuram tirar as vendas dos líderes. Ainda fazem parte do segmento Peugeot 2008, Chevrolet Tracker, Suzuki Vitara, Jac T5, Nissan Kicks e Hyundai Creta.

O Veículos testou dois dos representantes recém-lançados da categoria, ambos em suas versões topo de linha: o novíssimo Captur Intense com motor 1.6 e câmbio automático CVT, produzido em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR), custa a partir de R$ 88,9 mil; e o atualizado Ecosport Titanium com propulsor 2.0 de 173 cavalos, fabricado em Camaçari, interior da Bahia, é vendido por R$ 93,9 mil.





Design
Como a primeira impressão é o design e beleza, e isso depende do gosto particular de cada pessoa, não podemos afirmar que um é mais bonito que o outro. São estilos diferentes. O Captur tem linhas mais arredondadas e volumosas, enquanto o Ecosport conta com desenho mais retilíneo. Ambos são agradáveis aos olhos, o francês ganha um pouco mais de atenção por ser novidade nas ruas, mas o americano não faz feio. Podemos considerar um empate.





Acabamento interno
Ao entrar em cada modelo, diferentes aspectos chamam a atenção. No Ecosport, o refinamento dos materiais agrada bastante, principalmente a escolha do couro claro ; de série na topo de linha. O Captur é bem mais simplório, lembra um Duster melhorado (mas não muito). Ambos contam com tela touchscreen na central multimídia e velocímetro digital. O SUV paranaense peca pela qualidade dos materiais, mas conta com um acabamento muito benfeito. Já no utilitário baiano, a lógica foi invertida. Os arremates, principalmente nas portas e volante, aparentam ter sido feitos sem cuidado, as rebarbas incomodam ao toque, mas as matérias-primas são boas. Os dois foram mal, com isso, mais um empate.



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