Caçada a suspeitos após prisão de jovem

Caçada a suspeitos após prisão de jovem

Homem é detido acusado de participação em atentado no metrô e polícia busca comparsas

postado em 17/09/2017 00:00
 (foto: Chris J Ratcliffe/AFP
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(foto: Chris J Ratcliffe/AFP )


Um jovem de 18 anos foi preso no porto de Dover, sudeste da Inglaterra, como suspeito do atentado de sexta-feira na estação Parsons Green, do metrô de Londres, que feriu 30 pessoas e foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Outras pessoas são procuradas em uma caçada lançada ontem pela Polícia Metropolitana de Londres, que analisa câmeras de segurança da rede metroviária para determinar onde eles entraram e saíram do local. A busca por novos suspeitos é executada pelo comando antiterrorista da Scotland Yard e tem o apoio do serviço de inteligência britânico MI5.

O comissário assistente de polícia, Mark Rawling, indicou que uma linha direta de contato foi criada para recolher informações que possam ajudar investigadores. ;Há muitos inquéritos urgentes em andamento com centenas de detetives envolvidos, analisando câmeras de segurança, executando trabalhos legistas e falando com testemunhas;, afirmou.

Sobre a prisão do primeiro suspeito, o coordenador nacional de Política Antiterrorista da Polícia Metropolitana, Neil Basu, a considerou importante. ;Essa detenção permitirá a nossos agentes mais atividades. Por importantes razões relacionadas à investigação, neste momento, não daremos mais detalhes sobre o homem preso;, explicou.

O jovem, cuja identidade e nacionalidade não foram divulgadas, está preso preventivamente e foi levado para um posto da polícia da região de Dover. Ontem, aguardava transferência ;para Londres, mais tarde;, indicou a ministra do Interior, Amber Rudd, em mensagem transmitida pela televisão ao fim de uma reunião de emergência do governo.
Rudd considerou ser ;muito cedo; para dizer se o suspeito era conhecido das autoridades britânicas, contrariando declarações feitas, na véspera, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, via Twitter, de que o jovem vinha sendo vigiado pela polícia inglesa. ;Devem ser proativos;, acrescentou o americano na mensagem, causando desconforto.

Casa revistada

No início da tarde de ontem, a polícia fez uma batida em uma casa de um bairro residencial de Sunbury-on-Thames, 20km a sudoeste de Londres. O local e casas dos arredores foram evacuados, e foi estabelecido um perímetro de isolamento no raio de 10 metros.

O atentado, o quinto em seis meses no Reino Unido, aconteceu no horário de pico, em uma estação localizada em um bairro nobre. O autor utilizou um artefato de fabricação caseira. ;É uma investigação que avança muito rápido. Realizamos progressos consideráveis e continuaremos fazendo o melhor que pudermos para reduzir as ameaças no país;, declarou a chefe da polícia londrina, Cressida Dick, à BBC.

Diante do temor de outro ataque ;iminente;, as autoridades elevaram, na sexta-feira, pela segunda vez em poucos meses, o alerta terrorista de ;grave; para ;crítico;, o nível máximo. Em pronunciamento na televisão, a primeira-ministra Teresa May anunciou o envio de militares a locais-chave não acessíveis ao público para permitir o aumento da presença policial nos transportes públicos. No total, 1.000 agentes foram realocados pelo país, segundo o comandante de polícia Mark Rowley, enquanto até mil militares passaram ontem a proteger locais estratégicos.

Conforme o último balanço, 30 feridos foram atendidos, nenhum em estado grave. Apenas três permaneciam internados até o fechamento desta edição. Segundo Teresa May, o balanço poderia ter sido muito pior, pois ;o artefato explosivo foi feito para provocar enormes danos;. A estação do metrô de Parsons Green voltou a abrir as portas ontem.

Novas táticas
extremistas

Um documento da polícia francesa alerta para a divulgação nas redes sociais de novas propostas para atentados em massa na Europa. ;É importante destacar os recentes chamados das organizações terroristas aos ;lobos solitários; que estimulam a provocar descarrilamentos de trens, incêndios de bosques ou envenenamento de comida;, detalha o documento ao qual a Agência France-Presse teve acesso. O texto ressalta que os transportes coletivos ;apresentam inúmeras vulnerabilidades estruturais; e se transformaram em ;um alvo privilegiado; dos terroristas. Os autores pedem que as forças de segurança prestem ;atenção, particularmente, a qualquer informação sobre uma intrusão ou tentativa de sabotagem nas zonas de circulação ferroviária.;

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