A vida atrás das picapes

A vida atrás das picapes

postado em 17/09/2017 00:00
 (foto: Objetiva Comunicação/Divulgação)
(foto: Objetiva Comunicação/Divulgação)


;Eu já passei mais da metade da minha vida tocando;. Essa é a constatação feita pelo DJ Bhaskar, 26 anos. Filho dos DJs Swarup e Ekanta, fundadores do festival Universo Paralello, o goiano radicado em Brasília nasceu e cresceu entre as picapes e as batidas da música eletrônica.

Aos 12 anos, ele e o irmão gêmeo, o DJ Alok, faziam os próprios remixes e já seguiam os passos dos pais. Inicialmente, a discotecagem era uma brincadeira. ;Em nenhum momento nossos pais falaram que queriam que nós fossemos DJs. Estávamos de férias depois do Universo Paralello, eles montaram os equipamentos e fomos brincar. Trocamos o videogame por aquilo. Acabou que com 14 anos a coisa realmente ficou profissional, tinha cachê, contrato, tudo certinho;, lembra.

O início na discotecagem ao lado do irmão foi dedicada ao psytrance. Em 2010, aos 19 anos, os irmãos Petrillo encerraram a dupla e cada um decidiu seguir sua trajetória na house music. ;Somos muito unidos independentemente de cada um estar num momento da carreira. Sempre estamos colaborando juntos;, completa. Os irmãos, inclusive, são representantes da mesma vertente, o brazilian bass, e tem parcerias como This city e Fuego, além de prometerem uma dobradinha na nova edição do Universo Paralello, que será em 27 de dezembro de 2017 e 3 de janeiro de 2018 na praia de Pratigi, na Bahia.

Em 1; de setembro, Bhaskar bateu mais de milhão de reproduções no Spotify com o remix da faixa Infinito particular, música de Marisa Monte regravada pelo cantor Silva. ;Foi muito legal fazer esse remix. Eu recebi essa música de um amigo e me identifiquei muito. Vi que ela tinha o BPM, que é a velocidade que eu costumo trabalhar e quis fazer o remix;, lembra. O processo de criação da nova versão demorou quase quatro meses. Mas a demora compensou.

Apesar de ter conquistado reconhecimento nacional e mundial e ter uma agenda lotada de shows, Bhaskar não abre mão de morar em Brasília. A chegada à capital federal aconteceu aos 11 anos, após morar em Goiânia, Amsterdã e Alto Paraíso (GO). No quadradinho, fincou raízes em Águas Claras: ;É o lugar que considero minha casa. Eu me mudei quando não tinha nada e o metrô só funcionava na semana. Não quero sair por nada. Eu até brinco que a maioria dos DJs quando começam a crescer vão para São Paulo, mas eu só vou sair de Brasília no dia que a vida me cobrar mesmo. Por enquanto, estou conseguindo administrar bem.; (AI)






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