Sinal de alerta para eles

Sinal de alerta para eles

Quando o assunto é a relação pele a pele, todo o cuidado é pouco para prevenir o HPV. São mais de 150 tipos já identificados pela ciência e a atenção deve começar antes da adolescência

Por Carolina Militão *
postado em 17/09/2017 00:00
Conhecido como HPV, o papiloma vírus humano é transmitido comumente por via sexual. Mas o contágio pode ocorrer mesmo se não acontecer a penetração vaginal ou anal. É pele com pele: basta um contato oral ou manual com as genitais. A manifestação clínica mais frequente é a formação de verrugas genitais e orais, também chamadas de condilomas. Em alguns casos, quando não diagnosticada e tratada adequadamente, a infecção pode evoluir para câncer de pênis, ânus, cabeça, orofaringe, oral.

As pessoas com vida sexual ativa podem contrair esse vírus em qualquer momento de suas vidas, por isso devem se prevenir com o uso regular do preservativo. Essa é a forma mais simples, eficaz e barata, e que já se mostrou eficiente na prevenção dos demais agentes causadores de infecções sexualmente transmissíveis, como o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).

Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV. Treze deles podem evoluir para o desenvolvimento de um câncer, entre os quais os mais comuns são os subtipos 16 e 18. A atenção deve ser redobrada, pois o simples contato com essas lesões pode ser suficiente para sua transmissão, e a presença delas em determinadas regiões do corpo não é passível de ser prevenida pelo uso do preservativo, como ocorre com as verrugas na região escrotal.

O HPV é combatido pelo sistema imune e, na maioria das vezes, regride entre seis meses e dois anos após a exposição. A infecção pelo vírus está associada a verrugas anogenitais e laríngeas e a casos de câncer. Nos casos em que a infecção persiste, pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, capazes de evoluir para o câncer, se não forem identificadas a tempo e tratadas.

As taxas de tumores orais e genitais relacionados ao HPV são crescentes, mas podem ser reduzidas com a vacinação, um dos meios mais importantes para prevenir esse tipo de câncer. Os homens devem procurar a imunização dos 11 aos 26 anos de idade. O câncer de pênis apresenta DNA do vírus HPV em 30% a 50% dos casos.

A presença de excesso de prepúcio e fimose aumenta a incidência tanto de HPV quanto de câncer de pênis, afirma a infectologista Fabíola Setúbal, da Secretaria de Saúde e do Ambulatório de Infecções Sexualmente Transmissíveis. O impacto da vacina na prevenção dessas complicações, segundo a especialista, é fortemente positivo.

Estagiária sob supervisão de Valéria de Velasco, especial para o Correio

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