Estoques reforçados

Estoques reforçados

postado em 02/10/2017 00:00
Os varejistas apostaram alto na formação de estoques para as vendas de Natal. Para adequar a oferta de produtos à expectativa de demanda forte, muitos segmentos elevaram em 20% ou 25% as encomendas junto às indústrias no segundo semestre deste ano, em relação a igual período do ano passado. É o que afirma o presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), George Pinheiro.

Durante a recessão, os varejistas precisaram adequar os estoques à realidade da economia brasileira de baixa demanda. Isso levou muitos comerciantes a trabalharem com estoques baixíssimos. Agora, para evitar surpresas indesejáveis, o setor iniciou as encomendas já em agosto, em um nível superior ao do ano passado. ;Não é uma loucura que as encomendas tenham crescido algo em torno de 25%, porque os lojistas não estão estocados. A expectativa é muito grande em todas as atividades;, destaca Pinheiro.

A demanda para a formação de estoques, por sinal, é positiva para a indústria. No Paraná, Pinheiro afirma que as indústrias de fio e tecelagem estão trabalhando 24 horas por dia. ;Esse é só um termômetro que mostra a confiança de empresários do segmento de vestuário. É uma demanda muito grande;, comemora.

Uma parcela de varejistas, no entanto, está trabalhando com um conceito de compartilhamento, reúso e locação de bens para evitar frustrações com a composição dos estoques. ;A ideia é, por meio de recursos com internet e meios magnéticos, otimizar melhor o que se vende com o que se produz;, afirma o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro.

O otimismo com as vendas de fim de ano, no entanto, é inegável, ressalta. ;O segundo semestre representa 55% do volume no ano. É nesse período que os trabalhadores usam o 13; para gastar e muitas empresas dividem os lucros com os funcionários. Isso faz, evidentemente, com que os varejistas se programem;, destaca. (RC)


Não é uma loucura que as encomendas tenham crescido algo em torno de 25%,
porque os lojistas
não estão estocados. A expectativa é muito grande em todas as atividades;

George Pinheiro,
presidente da CACB

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