Boatos impedem o controle

Boatos impedem o controle

postado em 02/10/2017 00:00
A disseminação de informações erradas prejudica o trabalho nas salas de vacinação. A conclusão é do Ministério da Saúde, da Secretaria de Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Para atenuar o prejuízo, o governo federal lançou um hotsite no qual esclarece dúvidas sobre a imunização (leia quadro).

;Todas as divulgações negativas atrapalham, pois as vacinas contribuem para a redução da incidência das doenças imunopreveníveis, mantendo esses males controlados, eliminados ou erradicados;, frisa a Secretaria de Saúde. Na última terça-feira, a dona de casa Maiara de Jesus, 18 anos, grávida de cinco meses, tomou duas vacinas no Centro de Saúde n; 4 da Estrutural.

;Precisamos nos cuidar. Isso passa pela higiene, por uma boa alimentação e pela vacinação;, defende Maiara. A regra não vale só para ela. Sua filha, Ana Laura, 3 anos, também é vacinada rotineiramente. ;Até que provem cientificamente que as vacinas são prejudiciais, não abro mão;, ensina.

Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm, acredita que o número de pessoas que pensam diferente de Maiara pode aumentar. ;As informações equivocadas causam medo. Quem não é contra acaba colocando em dúvida a eficácia e a segurança das vacinas;, pondera. A entidade ganhou um reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), pela propagação de informações confiáveis e pelo fomento da imunização.

;A informação anda de mãos dadas com a saúde;, conclui Kfouri. No total, 27 tipos de vacina são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde 1973.


Sete mitos

1. Efeitos colaterais
As vacinas são seguras e trazem benefícios. No entanto, como qualquer outro medicamento, podem causar algumas reações, mas, de forma geral, são leves e temporárias, como dor no local da aplicação ou febre baixa.

2. Higiene controla doenças
Higiene adequada, lavagem das mãos e uso de água limpa ajudam a proteger as pessoas contra as doenças. Entretanto, doenças preveníveis por vacinas podem se espalhar independentemente dessas medidas.

3. Morte súbita infantil
Não há relação cientificamente comprovada entre a administração de vacinas e a síndrome da morte súbita infantil.

4. Vacinas têm mercúrio
O mercúrio é utilizado em algumas vacinas como conservante, em quantidades mínimas, e não existem evidências de que sejam prejudiciais à saúde. O uso é liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

5. As doenças estão controladas
Embora as doenças evitáveis por vacinação tenham se tornado raras em muitos países, os agentes infecciosos que as causam continuam a circular em algumas partes do mundo. Não devemos apenas confiar nas pessoas ao nosso redor para impedir a propagação da doença. Nós também somos responsáveis pela saúde da nossa família e da comunidade.

6. Adoecer é melhor do que vacinar
As vacinas interagem com o sistema imunológico para produzir uma resposta imunológica semelhante à produzida pela infecção natural, mas não causam a doença, ou colocam a pessoa imunizada em risco de possíveis complicações.

7. Vacinas causam autismo
Não há nenhuma evidência científica de relação entre as vacinas e o autismo. O estudo que levantou preocupações sobre essa possível relação, apresentado em 1998, foi considerado seriamente falho. O artigo foi retirado pela revista que o publicou e seu autor foi impossibilitado de exercer a medicina.

Fonte: Ministério da Saúde

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação