Matemática? Só para revisar!

Matemática? Só para revisar!

A disciplina responde por metade das questões objetivas do segundo dia de exame, marcado para o próximo domingo. Recomendação no período entre provas é revisar os conteúdos principais, mas sem esquecer de separar tempo para o descanso e o lazer

Jairo Macedo Especial para o Correio
postado em 08/11/2017 00:00
 (foto: Antônio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antônio Cunha/CB/D.A Press)

Terminada a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicada no domingo passado, é hora de pensar na segunda e última etapa. Se o desempenho em redação, linguagens e ciências humanas foi o melhor possível ou, quem sabe, deixou um pouco a desejar, não importa: no dia 12, estudantes de todo o país retornam aos locais de prova, desta vez para fazer as avaliações de ciências da natureza e matemática e suas tecnologias. Esta, responsável por 45 das 90 questões do dia, impressiona pela extensão e peso dos conteúdos. Nessa hora, vale mais a pena uma boa revisão de conteúdo e ainda um tempinho para descanso.


;Nesta semana entre provas, o aluno deve ter sabedoria e não desanimar mesmo se acredita que o resultado do primeiro dia não foi o esperado. Agora, é começar do zero, em prova completamente diferente, e cabe a ele revisar o que foi aprendido nos três anos do ensino médio;, afirma Gabriel Carvalho, professor da disciplina no Centro Educacional Sigma. ;Não dá mais tempo de estudar tudo. Para quem já vem se preparando de modo adequado, o momento é de repassar os conteúdos principais, sem estresse, e observar como funciona a prova e qual a melhor estratégia para enfrentá-la;, concorda Diego Viug, que leciona matemática no curso ProEnem.


Para eles, a prova deve apresentar poucas surpresas de conteúdo. Desse modo, é bom se concentrar nos temas mais recorrentes no exame, como matemática financeira, grandezas proporcionais e geometria plana e espacial. ;Na primeira, exige-se do candidato que ele demonstre entender descontos percentuais, aumentos, juro simples e composto. Habilidades que vêm contextualizadas no dia a dia, como é típico do Enem em todas as disciplinas;, observa Gabriel Carvalho. Caem ainda questões de variação de grandezas direta e inversamente proporcionais e, em geometria, conhecimento de triângulo, circunferência e prisma. Professor do Departamento de Matemática da Universidade de Brasília (UnB), Diego Ferreira reforça que não há, no exame, indagações diretas, sem contextualização. ;O Enem faz o aluno fugir um pouco dos padrões escolares. Nele, é preciso que o estudante leia o texto e as informações adicionais (gráficos, tabelas) e saiba aplicar essa linguagem matemática no cotidiano;, diz. Para enfrentar as quatro horas e meia disponíveis para a prova de modo a não deixar nenhum tema de lado, é preciso preparação e estratégia. ;Os candidatos devem priorizar o que têm mais facilidade e não se deixar desgastar pelo que não conseguem resolver;, afirma.


O catarinense Nícolas Yakamakoshi, 18 anos, atravessou a jornada do Enem, em 2016, com belo desempenho, gabaritando todas as questões de matemática do exame. ;Até o 3; ano, nunca fui muito de estudar;, confessa. ;A partir do fim do primeiro semestre, decidi que era hora de me preparar para valer e ficar entre os primeiros. Entrava na escola às 7h30 e, após as aulas, ficava na biblioteca e só saía às 22h. Mantinha a rotina de segunda a sexta. No fim de semana, relaxava.;
Para a semana entre provas, a dica do jovem é mesmo descansar.

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