Brasilia-DF

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postado em 08/11/2017 00:00

Idade mínima é o máximo
A queda das bolsas de valores ontem indicou que o enterro da reforma previdenciária não estava tão ;precificado; como entendiam os deputados. Por isso, o governo fará um último esforço em torno do tema, desde que outros atores entrem em campo para pressionar as excelências. Já na reunião dos senadores, ninguém foi contra, por exemplo, a fixação de idade mínima para aposentadoria. Só com essa proposta, o governo considera que terá condições de empurrar o problema um pouco mais para a frente, deixando nas mãos do próximo presidente, seja quem for, concluir o trabalho. É por aí que os partidos tentarão buscar uma saída para o texto.


O governo não contará apenas com este ano para votar essa reforma. Como já foi adiantado pela coluna há alguns dias, a ideia de usar o período depois da eleição pra concluir a votação avança a passos largos.

A hora das verbas
Antes de passar à reforma da Previdência, os partidos vão se dedicar à aprovação das suplementações orçamentárias que ajudarão a pagar as emendas ao Orçamento no fim do ano. Um desses projetos, de R$ 330 milhões destinados a vários Ministérios, tem relação direta com os pedidos de deputados, senadores e bancadas.

Lobby antecipado
Juízes trabalhistas desembarcaram no Congresso por esses dias contra a proposta de emenda constitucional que pretende incorporar a Justiça do Trabalho à Justiça comum. Querem trabalhar desde cedo para acabar com o projeto na raiz.

Tasso e o PMDB
Perguntado sobre a perspectiva de isolamento do partido no caso de o PSDB se afastar do governo e, depois, a economia deslanchar, Tasso respondeu assim: ;O PMDB, na hora H, nunca nos apoiou. E hoje, boa parte do PMDB já está com Lula;, diz ele, que não deixa de ter uma certa razão.

Muita calma nesta hora

Essa vontade de deixar o governo, entretanto, é relativa. Até Domingos Sávio (PSDB-MG), favorável ao afastamento, diz que isso tem que se dar de forma natural, lá para fevereiro, março. ;O governo que chegou trazendo o espólio do PT não é o nosso, apoiamos por causa do Brasil e não por causa do PMDB. Não podemos sair agora e fazer oposição como faz o PT;, afirmou ele.

Questão de tempo/ Relatora do Funrural, a deputada Tereza Cristina (sem partido-MS) comentou no Planalto que era preciso correr com a aprovação das reformas, porque há apenas 24 dias úteis este ano. O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, na hora reagiu: ;Não, não, senhora! Tem 14 meses de governo!”.

Sempre ele/ O senador José Serra e o líder tucano no Senado, Paulo Bauer, chegaram para a reunião ontem com Michel Temer quando o presidente já estava falando havia pelo menos cinco minutos. Aqueles que adoram implicar com Serra não perderam a chance: ;Serra chegando atrasado? Nunca vi isso!”. Outro retrucou: ;Depois das 15h, ele nunca se atrasa;. Risada geral na sala. O problema foi editar a fala de Temer para tirar essa brincadeira do vídeo.

Em cena I/ As perguntas do advogado Marcelo Leal, que defende o ex-deputado Henrique Eduardo Alves, chamaram atenção durante o depoimento do cliente à Justiça Federal, em Brasília. Em alguns momentos, Henrique chorava e reagia: ;Por que essa pergunta agora?; Epa! Era a defesa que estava perguntando. Soou como jogada ensaiada.

Em cena II/ O juiz Vallisney de Sousa chegou a sugerir que Henrique desse uma pausa, tomasse uma água, por causa do choro. Numa cena digna de Hollywood, Henrique afirmava que queria continuar, pois tinha muito o que falar.

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