Sr. Redator

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postado em 08/11/2017 00:00
Transparência
Enquanto não houver total transparência por parte do governo em relação à administração do INSS, revelando cada buraco em que são enterrados os recursos arrecadados, arrancados a fórceps dos bolsos dos contribuintes, o povo brasileiro não há de admitir qualquer tentativa de reforma da Previdência Social, cujas intenções são por demais nebulosas. Para tanto urge, primeiro, restabelecer a combalida credibilidade dos governantes, rasada ao nível de 3%. Que o digam os delatores e delatados, governantes e governados, atolados em mil escândalos, negando, entre lágrimas e prantos, qualquer participação no desmantelamento das finanças públicas, deixando o Brasil à beira do abismo.
; Elizio Caliman,
Lago Norte


Ataque
Alguém pode alegar que uma coisa nada tem a ver com outra. Mas a cada votação de interesse do Planalto em que cada voto dos parlamentares está condicionado a um mimo pecuniário, o prejuízo bate no bolso do consumidor. Ora é o rombo fiscal que implode o equilíbrio das contas públicas, ora são as tarifas que aumentam. Agora, temos mais um reajuste no preço da gasolina. Depois da Lava-Jato, sabe-se que há uma conexão espúria entre as estatais, empresas privadas e os interesses de quem está no poder. No DF, a roubalheira dos postos de combustível equivale, guardada as devidas proporções, a um ataque terrorista contra o bolso do consumidor. Mas vivemos num país onde a Justiça é pura ficção na defesa dos interesses dos que não têm ;muitos bens;.
; João Henrique Fonseca,
Jardim Botânico


Água
Esta semana, pequenos agricultores do oeste baiano, em Correntina, protestaram contra uma grande fazenda que estava desviando a água do rio para suas terras. Tirando os excessos cometidos, os agricultores estão certíssimos em reclamar contra o que se tornou comum em quase todo o Brasil: uso indiscriminado da água potável para irrigar grandes propriedades. O povo precisa saber quem controla as concessões, qual é o processo para adquiri-las e se não há nenhuma fraude ou corrupção no meio. Não podemos deixar a água faltar para milhares de pessoas apenas para enriquecer ainda mais meia dúzia de latifundiários. O Brasil precisa urgentemente repensar o uso dos seus recursos hídricos ou, então, ficaremos sem eles num futuro cada vez mais próximo.
; Washington Luiz S. Costa,
Samambaia


Reformas
O governo dá sinais de recuo na reforma da Previdência Social. Os políticos, atolados na corrupção e de costas para as reivindicações da sociedade, tentam refazer a própria imagem de olho nas eleições do ano que vem. Para isso, insurgem-se contra a maldita reforma previdenciária ; pura falsidade. Mas há episódios que macularam a carreira política de vários parlamentares. Será muita falta de vergonha dos eleitores caso esses falsos representantes da sociedade voltem a ocupar uma cadeira no parlamento. A reforma política gestada pelos deputados e senadores nada mais é do que um passe livre para que continuem delinquindo e desviando o dinheiro público para o próprio bolso. A verdadeira reforma só virá quando os eleitores derem a todos eles o destino merecido: o ostracismo. Faltará a Justiça se mover para colocá-los na cadeia pelos crimes cometidos contra o povo brasileiro.
; Giovanna Gouveia,
Águas Claras


Prisão
Corre a notícia de que ministros do STF pretendem mudar o voto que permite a prisão de réus após condenação em segunda instância. Quantas instâncias esperam para condenar alguém? Duas não são suficientes? Esse entendimento vem da ideia de que a sociedade deve servir às leis, e não o contrário. Isso é menosprezo ao espírito das leis, que observa a ordem e o bem-estar da sociedade. Ademais, o comportamento de um ministro, duramente alinhavado pelo ministro Barroso, sugere que não é bom o momento para mudança de voto. Mais útil seria votar pelo fim do saidão de bandidos. Que tal?
; Marcos Paulino,
Asa Sul





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