Eixo capital

Eixo capital

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 08/11/2017 00:00
 (foto: Jose Varella/CB/D.A Press - 15/8/05)
(foto: Jose Varella/CB/D.A Press - 15/8/05)

Cristovam dá quatro meses de mandato ao PT

Em conflito com o PT, o senador Cristovam Buarque (PPS/DF) vai dar um presente e tanto ao partido: quatro meses de mandato para um petista. Disposto a se licenciar do gabinete por quatro meses, a partir de dezembro, ele será substituído pelo petista Wilmar Lacerda, secretário de Gestão Administrativa na gestão de Agnelo Queiroz. Cristovam começa, assim, a tentar viabilizar seu projeto de candidatura à Presidência da República. Vai rodar vários municípios e também ouvir os moradores do Distrito Federal, para se preparar para uma possível disputa à reeleição.


Petista de carteirinha

Wilmar Lacerda é um petista de carteirinha. Foi presidente regional do partido, daqueles que até hoje rende homenagens a José Dirceu, mesmo depois das condenações no mensalão e na Lava-Jato. Por isso, nos quatro meses de licença de Cristovam Buarque, o PT terá um voto a mais. ;Não é um presente para o PT. O Wilmar merece. É o suplente e me ajudou a vencer a eleição;, afirma Cristovam.



Próximo da liberdade

Com a redução da pena de 19 anos para 11 anos e oito meses de cadeia, o ex-senador Gim Argello já poderá estar nas ruas durante a campanha de 2018. No xadrez há um ano e seis meses, ele tem a possibilidade de obter a progressão do regime fechado para o semiaberto, com o cumprimento de um sexto da pena em Curitiba. Há chance de obter a transferência para Brasília, depois que o processo transitar em julgado. Assim, provavelmente até em meados do próximo ano, Gim estará no Distrito Federal. Não à toa, Gim apostava e rezava pelo sucesso na revisão de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4; Região. Não poderá ser candidato, por causa da Lei da Ficha Limpa, mas terá condições de atuar nos bastidores. De tornozeleira, quem sabe.



Todos contra Rollemberg

Aliados de campanha do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) se reuniram ontem para um pacto de união para as próximas eleições. Uma unidade que não inclui o atual chefe do Executivo. O senador Cristovam Buarque (PPS/DF), os deputados Rogério Rosso (PSD/DF) e Augusto Carvalho (SD/DF) e representantes do PDT fecharam um compromisso de construírem um projeto juntos para 2018. O presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT) não participou do almoço, no restaurante Xique Xique da Asa Norte, porque está viajando. Mas está afinado com o grupo. O único que ainda é um pouco cauteloso para falar em rompimento com Rollemberg é Augusto Carvalho. Mas, se quiser estar com os outros, terá de dar adeus ao governador.



Bico calado

Muita gente apostou que Gim Argello faria delação premiada para se livrar da cadeia. Ele, no entanto, ficou calado.




Contra Ideologia gay

O deputado distrital Rodrigo Delmasso (Podemos) apresentou projeto que cria, no calendário oficial do DF, a semana da ;cultura heterossexual;, a ser ;comemorada; todo mês de junho. Na justificativa, ele afirma que hoje em dia existe uma ;ideologia gay; que discrimina quem não é homossexual.



À QUEIMA-ROUPA

Tadeu Filippelli
Presidente licenciado do PMDB


A filiação do ex-presidente da OAB/DF Ibaneis Rocha significa que ele será o candidato do PMDB ao GDF?
Não, de forma nenhuma. O PMDB terá candidato em comum acordo com os partidos que fazem oposição e querem tirar Brasília do abandono que se encontra. O Ibaneis chega para somar forças porque também pensa da mesma maneira. Candidaturas serão definidas mais para a frente.

Qual foi o compromisso assumido por Ibaneis com o PMDB e do partido com ele?
O compromisso do PMDB com o Ibaneis é o mesmo que tem com todos seus filiados. Aqui ele terá espaço para participar da vida política da cidade de uma forma mais ativa. É um grande quadro, um homem que está colocando seu trabalho em prol da cidade.

Como será a negociação com os demais partidos que fazem oposição ao governador Rodrigo Rollemberg?
As conversas continuam. Aliás, nunca pararam. Durante o processo de filiação do Ibaneis, os presidentes e líderes dos partidos mantiveram as agendas comuns. O objetivo do grupo não muda, não gira em torno de nomes ou projetos pessoais.

Se Ibaneis for candidato, como fica Jofran Frejat, que lidera as pesquisas?
Os nomes que estão postos como pré-candidatos continuam com a mesma dimensão de antes. Estamos conversando, não vamos parar de conversar. A presença do Ibaneis no PMDB reforça o pensamento do grupo, de permanecer unido em torno de um objetivo comum, que é o bem do Distrito Federal.

Com quem o PMDB vai conversar para formar uma aliança?
Nada mudou. Nossos parceiros são os mesmos partidos que têm como objetivo tirar a cidade da situação de abandono. Brasília precisa de um governador de verdade.

Qual vai ser o discurso do partido nas próximas eleições?
O PMDB não muda de discurso a cada eleição. Continuamos querendo uma cidade mais humana, com oportunidade para todos, que possa orgulhar os brasileiros. Bem diferente do que vemos hoje neste cenário de falta de perspectiva e abandono.

Qual é a sua pretensão? Desistiu mesmo de concorrer ao GDF?
Não desisti, continuo no páreo. Mas uma candidatura a governador não pode ser um projeto pessoal. Nós formamos um grupo de partidos que, apesar das diferenças, têm pontos em comum. E é desta forma, unindo objetivos, que vamos escolher nossos candidatos. Estou no páreo.

O evento de hoje será um ato de início da disputa eleitoral de 2018?
Nem perto disso. O evento de hoje é uma festa do PMDB, que passa a contar em seus quadros com um dos melhores nomes da nossa sociedade, um homem que foi presidente da Ordem do Advogados do Brasil no DF e tem serviços já prestados, um homem com ideias novas, que vão nos ajudar a fazer o PMDB ainda mais forte.



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