Do som alto ao "Ckit prova"

Do som alto ao "Ckit prova"

postado em 13/11/2017 00:00
 (foto: Fernando Frazao/Agência Brasil)
(foto: Fernando Frazao/Agência Brasil)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve particularidades nos quatro cantos do Brasil. Em São Paulo, a Justiça foi acionada para impedir que uma casa de shows, vizinha de um colégio, fizesse barulho na hora das provas. No Amazonas, a falta de transporte público pode ter contribuído para uma abstenção maior do que no último domingo. No Ceará, que teve o maior índice de inscritos do país, o governo deu gratuitamente aos alunos um ;kit prova;, com água mineral, frutas, barra de cereal e caneta.


Os cearenses, assim como os demais estudantes do país, não pagaram nem ônibus, nem metrô durante os dois fins de semana em que o Enem ocorreu. A facilidade, no entanto, não foi suficiente para os manauaras. No Amazonas, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) rebateu as reclamações dos estudantes, alegando ter colocado 250 veículos a mais em circulação para atender à demanda de 120 mil inscritos na capital, Manaus.
Em São Paulo, o Tribunal de Justiça (TJ) do estado aceitou o pedido de uma estudante e proibiu a casa de shows Espaço das Américas, na Zona Oeste, de realizar ;qualquer atividade; que provocasse ;barulho ou algazarra; durante a aplicação da prova do Enem. A multa para o caso de descumprimento era de R$ 150 mil. O estabelecimento fica na região da Barra Funda e é vizinho a um dos principais locais de prova da capital paulista. Da outra prova, aplicada há duas semanas, diversos estudantes reclamaram do som alto causado por um show de rock que acontecia no local durante o Enem.

Orações

Em frente à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, estudantes montaram um grupo de orações para aliviar o estresse e reforçar a fé, segundo um grupo da Juventude da Igreja Internacional da Graça. Eles prepararam um ;posto de oração;, e também distribuíram panfletos afirmando que ;a oração reduz a ansiedade;. Próximo ao posto, uma estudante de 17 anos ganhou um crucifixo de prata, pouco antes de entrar no prédio, onde chegou com os avôs, a mãe e a irmã.
Em Piracicaba, em São Paulo, uma estudante de 43 anos não pôde fazer a prova do Enem porque levou uma lupa. Depois de ter tido dificuldades para fazer o primeiro dia de prova, descobriu que tinha um problema de visão. O médico orientou para que ela usasse o aparelho, mas o fiscal não permitiu o uso, mesmo com atestado. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que a candidata deveria ter entrado em contato com a instituição para solicitar o uso. O caso será levado à comissão que avalia os problemas ocorridos na prova.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação