Sr. Redator

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postado em 13/11/2017 00:00


Serviços públicos
De vez em quando, o governador se faz notar. Agora, ele declara que quer aumentar a Taxa de Limpeza Urbana bem acima da inflação. Antes de pretender aumentar impostos e taxas, para encher ainda mais as empresas terceirizadas (doadoras de campanha?) de verbas, seria conveniente que ele administrasse o DF e cobrasse do SLU uma limpeza e varrição decente na cidade, pois o atual serviço é de péssima qualidade. Na Quadra 711 sul e em todo o Plano Piloto, a varrição se limita a apenas um dia por semana e nas ruas principais. Vias secundárias, áreas verdes, calçadas e outras áreas públicas não são limpas e varridas, sob omissão e cumplicidade de um SLU que, com centenas de comissionados, se limita à tarefa de fiscalizar o serviço de terceirizados, o que mesmo assim não faz! Vergonha querer aumentar impostos onde já se paga a mais alta carga tributária do país! Não temos lixeiras! Não temos segurança, pois não se tem policiais nas ruas! Os sinais de trânsito e as faixas de pedestres não existem mais! Cadê o dinheiro das multas? Centenas de milhões de reais extorquidos do contribuinte com multas e ninguém sabe para onde vai esse dinheiro todo.
Erica Maria Silva, Asa Sul


Deuses
Diante de tanta barbárie mundo afora, vitimando vidas inocentes, praticada por motivações variadas, desde inqualificáveis ações terroristas, passando por causas pessoais de origem patológica, está na hora de as religiões começarem a pensar em mudar o conceito de divindade que pregam aos fiéis, desde que os deuses descritos não explicam tanta calamidade e injustiça que avassalam a humanidade. Deuses antropomorfizados, ditos todo-poderosos, justos e bondosos que deixam o barco correr, mais a favor dos filhos das trevas, prometendo aos bons nada além de uma recompensa em outra vida que ninguém sabe ao certo onde e como será. Vez ou outra, à guisa de satisfação, trazem o ;deus ex-machina; como que a forçar a divindade a contrariar as próprias leis que imprimira no universo. O resto fica por conta do ;Deus sabe o que faz;. A cada verdade sofregamente definida com base em referências bíblicas, de questionável aceitação, dúvidas se impõem à razão como se esta tivesse sido concebida para ser contrariada por seu proposto Criador.
Elizio Nilo Caliman, Lago Norte


China
O Correio publicou reportagens sobre a China. Não houve espaço para informar sobre a estrutura governamental, que se ampara em três instituições: o Partido Comunista Chinês (PCC); o Congresso Nacional do Povo (CNP); e a Conferência Consultiva do Povo Chinês (CCPC). Ao Bureau Político do Comitê Central do PCC, estão subordinadas as diversas comissões, institutos, escritórios, comitês e grupos (cerca de 35), tratando de estratégias setoriais, o como fazer, para atender à política definida, o que fazer. Essa política, e quem ocupará os cargos da estrutura do CNP, fazem parte das decisões tomadas em cada Congresso do PCC (quinquenal). É o CNP que a executa, por via do presidente, ministros de estado e outros. O CNP é o executivo. Estarão executando a política definida por eles mesmos (os nomes dos integrantes das comissões do Comitê Central do PCC e do CNP são coincidentes) e aprovada pela CCPC, que se reúne a cada Congresso do PCC. A CCPC é composta por representantes das províncias e das ;minorias;, eleitos pelo povo. A sua aprovação à Política definida encerra cada Congresso do PCC. Também deixou de ser enfatizado que, na China, a corrupção é um dos crimes punidos com a pena de morte. Assim funciona o ;capitalismo com características chinesas;.
Marcelo Hecksher, Grande Colorado


Previdência
A reforma da Previdência pouco vai alterar a vida particular do presidente Michel Temer. Ele já está rico! Mas, com tanta hipocrisia, especialmente dos partidos ditos ;honestos;, como PSOL e Rede, ele deveria abrir as portas do Planalto, colocar os pingos no ;is; e convocar todos os que são contra a reforma, principalmente os que têm aposentadorias milionárias, para falar abertamente por que são contra as mudanças. Chega de opositores que, na verdade, querem dar um golpe nos futuros aposentados!
Marieta Barugo, São Paulo


Estacionamento
Li que as concessionárias de estacionamentos de shoppings terão menos impedimentos para definir suas tarifas. Há certa indignação nas ruas. Acho uma medida razoável, afinal o mercado deve buscar o equilíbrio, oferecer descontos em horários menos nobres. O que mais me entristece é que o poder público é omisso quando o tema ;estacionamento; entra na pauta. São sempre as mesmas intenções de implementação da Zona Azul, que nunca saem do papel. No Setor Comercial Sul, Esplanada e diversas áreas do DF, já há ;privatização; do espaço. Quem chega cedo esquece o carro lá o dia inteiro. Onde está a tal democracia do espaço público? Todos têm direito à vaga. Pagar por ela é a forma mais adequada.
Vera Cruz, Asa Norte


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