Juros altos por muito tempo

Juros altos por muito tempo

» VICENTE NUNES
postado em 15/11/2017 00:00
 (foto: Arthur Menescal/Esp.CB/D.A. Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp.CB/D.A. Press)


Ainda levará tempo para que os consumidores brasileiros possam comprar a prazo pagando juros mais parecidos com a média mundial. Segundo Isaac Sidney Ferreira, diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do Banco Central, o país precisa promover uma série de reformas estruturais, como a da Previdência, que permitirão o ajuste das contas públicas e a redução do custo da dívida pública, que serve de parâmetro para a formação do custo do dinheiro.

Em entrevista ao programa CB.Poder, uma parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília, Ferreira reconheceu que os juros cobrados dos consumidores brasileiros são elevados demais, não apenas por causa de questões estruturais, com o grande deficit fiscal, mas também pela elevada inadimplência e pelas dificuldades que os bancos têm para recuperar os bens financiados e não pagos. De cada R$ 1 emprestado, somente R$ 0,50 é recuperado. ;Temos que melhorar o sistema de garantias do crédito;, afirmou. Na avaliação dele, do jeito que o sistema está estruturado, o bom pagador paga pelo cliente de histórico ruim.

Ferreira destacou que o BC já conseguiu avanços importantes na questão dos juros ao consumidor. Ressaltou que, entre dezembro de 2016 e setembro deste ano, a taxa média cobrada no rotativo do cartão de crédito caiu de 431% para 227% ao ano. ;Ainda é muito alto, mas já houve avanços;, frisou. Para ele, à medida que as condições de mercado forem melhorando, mais rapidamente os bancos vão repassar para os consumidores a queda da taxa Selic, de 14,25%para 7,25% ao ano, usada para formar os juros ao consumidor.


  • Vendas crescem 0,5% em setembro

    As vendas do comércio cresceram 0,5% em setembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento compensa o recuo de 0,4% em agosto, quando foi interrompida expansão de quatro meses consecutivos. Na comparação com setembro do ano passado, houve incremento de 6,4%. A recuperação está disseminada por diversos setores. Hiper e supermercados tiveram alta de 6% no mês, a maior desde abril de 2014. Artigos farmacêuticos e medicamentos tiveram avanço de 8,3%, o maior desde março de 2015. A expansão de 16,6% no setor de móveis e eletrodomésticos foi a mais intensa desde março de 2012.

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