Trump Jr. publica e-mails do WikiLeaks

Trump Jr. publica e-mails do WikiLeaks

postado em 15/11/2017 00:00
 (foto: Jewel Samad/AFP)
(foto: Jewel Samad/AFP)


O filho mais velho do presidente Donald Trump decidiu divulgar publicamente o que apresenta como o conteúdo integral de mensagens que trocou pela internet com o site WikiLeaks desde o período que antecedeu a vitória do pai na eleição de novembro de 2016. A iniciativa foi uma resposta de Donald Trump Jr. à revista The Atlantic, que revelou na segunda-feira a existência da correspondência entre as duas partes, que se estendeu até meados deste ano. De acordo com a publicação, um dos principais assuntos tratados foram supostas informações comprometedoras sobre a candidata do Partido Democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

;Esta é a série completa de mensagens trocadas (com o WikiLeaks), incluindo as minhas respostas;, escreveu Trump Jr. no Twitter. O filho do presidente, que é conselheiro especial da Casa Branca, afirma que decidiu publicar a correspondência depois que trechos foram vazados ;de maneira seletiva; por um comitê do Congresso que investiga as ações da Rússia para interferir na disputa presidencial ; supostamente, em favor do bilionário republicano.

O teor das mensagens sugere que o WikiLeaks tratou de abastecer a campanha de Trump com informações sobre a adversária, supostamente fornecidas por emissários do Kremlin. Em uma delas, o site dirigido pelo australiano Julian Assange, atualmente refugiado na embaixada do Equador em Londres, informa Trump Jr. sobre a criação de uma página na internet dedicada a combater seu pai. Na troca de correspondência, os responsáveis pelo WikiLeaks aconselham a equipe republicana a potencializar o impacto das informações sobre Hillary, incentiva Trump a tuitar contra ela e recomendam que ele conteste na Justiça uma eventual derrota nas urnas.

Nas três respostas publicadas, Trump Jr. agradece pelas informações recebidas, faz comentários sobre a candidata democrata e procura saber mais sobre ;o que havia por trás; dos vazamentos do WikiLeaks sobre ela. Em períodos críticos da campanha eleitoral, o site divulgou e-mails de assessores de alto escalão do comitê de Hillary nos quais se expõem manobras de bastidores contra o senador Bernie Sanders, que disputou com a ex-secretária a candidatura presidencial do partido.

Urânio

A publicação das mensagens de Trump Jr. coincidiu com o anúncio do Departamento de Justiça sobre a possível nomeação de um procurador especial para investigar a ex-candidata democrata no caso de uma operação controversa de venda de urânio para a Rússia, durante o primeiro mandato presidencial de Barack Obama. Na ocasião, Hillary era titular do Departamento de Estado, que conduz a diplomacia nos Estados Unidos.

O anúncio foi feito no dia em que o secretário de Justiça, Jeff Sessions, foi ao Congresso para falar sobre os contatos mantidos por integrantes da campanha de Trump com emissários do Kremlin, antes da eleição presidencial e durante a transição de governo.

Esta é a série completa de mensagens trocadas, que um comitê do Congresso vazou seletivamente;

Donald Trump Jr., conselheiro da Casa Branca

Tiroteio mata 4 na Califórnia
Os Estados Unidos voltaram ontem a enfrentar o pesadelo da violência provocada pelas armas. Pelo menos quatro pessoas morreram e 10 ficaram feridas em um tiroteio numa escola e em outros locais de Tehama, na zona rural da Califórnia. Phil Johnson, assistente do escritório do xerife de Tehama, disse à rede de televisão KCRA que o atirador foi morto pela polícia após os disparos, que começaram por volta das 8h (hora local) em uma casa deste condado do norte da Califórnia e prosseguiram na escola do ensino fundamental Rancho Tehama.

A imprensa local trata o incidente como uma briga doméstica. Brian Flint, que mora na região, disse a um jornal local que o atirador era seu vizinho, um ex-presidiário de cerca de 50 anos, que matou seu companheiro de apartamento. ;Ele esteve atirando muito nos últimos dias, ;centenas de disparos com grandes carregadores. (;) Percebemos que esse cara estava louco e que era uma ameaça;, declarou Flint ao jornal Redding Record Searchlight.

Salvador Tello, outro morador da região, disse à publicação que ;viu uma mulher morta na rua e seu marido ferido junto a ela;. Outra testemunha, Casey Burnett, revelou que o agressor ;dirigia e atirava de dentro do carro;. Phil Johnston informou que, na cena do crime, foram recuperados um fuzil semiautomático e duas armas curtas. Segundo o oficial, o atirador atacou as pessoas de forma aleatória, em diversos locais.

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