O calvário do trabalhador

O calvário do trabalhador

Guilherme Goulart
postado em 15/11/2017 00:00
O ruído de comunicação entre o sindicato patronal e o dos trabalhadores de nada interessa ao cidadão. Enquanto a falta de diálogo prevalece, o desserviço prestado pelo sistema metroviário do Distrito Federal completa, amanhã, uma semana de desrespeito ao passageiro. O lado mais fraco desse embate %u2014 justamente quem depende do transporte para chegar ao serviço, estudar e cumprir quaisquer das suas obrigações diárias %u2014 sofre com os seguidos descumprimentos de ordens judiciais, tomadas para manter a operação de 90% da frota nos horários de pico. Parte do funcionamento ocorre só porque servidores administrativos e em cargo de chefia assumiram estações e trens nesse período. A reivindicação dos servidores do metrô é legítima. Isso não se discute. Nada mais justo do que pedir a contratação dos mais de 600 aprovados em concurso público realizado em 2014, além da correção salarial, de 8,41%. Mas, para ganhar a queda de braço, é preciso apresentar alternativas e soluções melhores do que as que se vê durante a greve. Liberar as catracas ou cumprir as determinações da Justiça poderiam ser um começo. Mas, na prática, quem paga o pato é mesmo o trabalhador, que seguirá o seu calvário por tempo indeterminado.

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