Mercado S/A

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"Com preços entre R$ 80 a R$ 120 por consulta, esses estabelecimentos encontram-se em processo acelerado de multiplicação"

Amauri Segalla amaurisegalla@diariosassociados.com.br *Colaboração de Jaqueline Mendes
postado em 04/12/2017 00:00
 (foto: Patricia de Melo Moreira/AFP)
(foto: Patricia de Melo Moreira/AFP)

Maior rede de drogarias do mundo de olho no Brasil
O envelhecimento da população e os resultados extraordinários obtidos pelas redes que dominam o mercado brasileiro de drogarias despertaram o interesse da americana Walgreens pelo Brasil. Não é pouca coisa. Fundada há mais de 100 anos, a Walgreens (na foto, unidade na Flórida) é um monumento. Maior rede de drogarias do mundo, com 7.530 lojas, a empresa, entre outros feitos, popularizou o milk-shake nos Estados Unidos ao oferecer a bebida em suas lojas e chegou a ser um dos únicos lugares em que se comprava bebidas alcoólicas no país durante a Lei Seca. Pois bem, a companhia, que no ano passado vendeu US$ 25 bilhões, quatro vezes mais do que todo o mercado farmacêutico brasileiro, está sondando a compra de companhias nacionais já estabelecidas, assim como fez a rival CVS com a aquisição da Drogaria Onofre, por R$ 670 milhões, em 2013. Um dos alvos seria a Ultrafarma, do empresário Sidney Oliveira. A Ultrafarma nega qualquer negociação de venda.






Mais um rival para a Uber
Principal concorrente da Uber nos Estados Unidos, o aplicativo Lyft prepara sua estreia no mercado brasileiro em 2018. A empresa está enxergando nos problemas enfrentados pela rival uma chance de ocupar seu espaço no trânsito. O Lyft faz 1 milhão de corridas por dia em 350 cidades americanas. O Brasil, por ordem do presidente da companhia, John Zimmer, deverá ser o primeiro país a operar o aplicativo fora das fronteiras americanas.

Rapidinhas
Entra ano, sai ano e a Apple continua faturando horrores. Lançado há menos de um mês, o Iphone X vendeu 17 milhões de unidades, um recorde. Detalhe: a versão preferida dos compradores é a de 256 GB, a mais cara. O curioso é que os negócios vão bem mesmo num momento em que o culto à sua imagem parece ter perdido força.

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Sabe aqueles boxes para armazenamento de pertences que se vê por aí? Pois o mercado de self storage (esse é o nome bacana), um negócio aparentemente despretensioso, cresceu 300% desde 2012 no Brasil. O motivo é a mudança das próprias cidades. Com menos espaços disponíveis, as pessoas não têm onde guardar suas tranqueiras.

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O Natal de 2017 dará algum fôlego para o emprego. O comércio nacional já abriu 73 mil vagas temporárias ; em 2016, foram 66 mil. O número ainda pode crescer, a depender do ritmo de vendas. Quem mais contrata é o setor de vestuário e calçados.

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Como se não bastasse todo o resto, o Brasil assumiu o segundo lugar no ranking dos países que mais sofrem ataques de hackers, atrás só dos Estados Unidos. A situação é tão feia que os principais bancos andam recrutando piratas virtuais em eventos de tecnologia. É mais barato manter um hacker por perto do que correr o risco de tê-lo como inimigo.

O varejo descobre o Norte do Brasil
A rede varejista catarinense Havan, comandada pelo executivo Luciano Hang, está animada com a reação da economia brasileira. A empresa, que possui 107 lojas em 15 Estados, projeta dobrar de tamanho até 2022, com 200 endereços em 26 Estados. Curiosamente, o crescimento não se dará em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas em regiões menos abastecidas por gigantes do varejo, como Rondônia, Acre, Amapá e Roraima.

Asilo cinco estrelas
Com o fim da recessão brasileira, a multinacional francesa Orpea Clinea Groupe achou que era outra de apostar no Brasil. A empresa vai construir asilos de luxo pelo país, a começar pelo Rio de Janeiro. A primeira unidade será inaugurada em 2020, no condomínio Península, na capital fluminense, com 129 suítes. O local terá cara de hotel cinco estrelas, longe, restaurantes, salão de beleza e equipe médica 24 horas por dia

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