Universidade internacional

Universidade internacional

postado em 04/12/2017 00:00

Já passou da hora de os governantes, com o meio acadêmico, desenvolverem um programa nacional com o objetivo de transformar as universidades brasileiras em centros de conhecimento reconhecidos internacionalmente. Universidades denominadas de classe mundial fornecem excelência na educação, na pesquisa, nas suas interações com a sociedade e são atores fundamentais nos sistemas de ensino superior e no desenvolvimento da economia global. Só assim o Brasil estará apto a promover uma política coerente de ciência e tecnologia capaz de inserir o país no rol dos desenvolvedores do conhecimento, inegavelmente a chave para o futuro.

Hoje, o Brasil não tem uma única universidade entre as 100 melhores colocadas nos rankings internacionais. Países como Alemanha, China, França e Espanha, entre outros, criaram programas para desenvolver excelência do conhecimento nas suas instituições de ensino superior, com o objetivo de incluí-las no seleto grupo das mais relevantes do mundo. Decisão fundamental para a formação de sua elite intelectual, que traçará os rumos dessas nações nas próximas décadas, nunca perdendo de vista o bem-estar da população.

Apenas 21 universidades brasileiras se destacam entre as mil mais bem classificadas por organismos internacionais. E são essas 21 instituições que devem, num primeiro momento, receber atenção especial dos governos federal e estaduais para a formulação de um projeto de excelência do conhecimento. Se forem dadas a elas as condições e os estímulos necessários, podem figurar, num espaço de tempo não muito longo, entre as mais importantes do mundo.

Ninguém duvida que o Brasil precisa, urgentemente, melhorar o desempenho de seus centros universitários, pois, só assim, foi possível prosperar e criar melhores condições de vida para os cidadãos em nações que dominam a criação e a aplicação do conhecimento. Para isso, o país tem de criar um programa nacional de apoio às instituições de ensino superior, selecionadas de forma rigorosamente profissional, com base em planos de desenvolvimento, que demonstrem a capacidade de ganhar competitividade mundial.

A iniciativa não pode limitar-se a aumentar a infraestrutura de pesquisa. A prioridade deve ser o estímulo ao planejamento eficaz que descreva metas, custos adicionais e parâmetros de desempenho e avaliação. Isto, certamente, aumentará o impacto científico, social e econômico da instituição, segundo os padrões internacionais. Busca-se, assim, tornar a universidade mais atraente para os mais destacados estudantes e professores.

Somente com ações corajosas e transformadoras será possível construir um país melhor, e a aposta em programas de excelência tem de constar da agenda do governo. O Brasil precisa ter universidades capazes de formar lideranças internacionalmente reconhecidas em todas as áreas do saber, o que, com certeza, aumentará as chances para o país num mundo que se desenvolve com base no conhecimento.

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