Eixo Capital

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postado em 13/12/2017 00:00

Ser ou não ser (aliada)?
A nova secretária de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Ludmila Faro, nomeada na última segunda-feira, chegou causando um constrangimento ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB). E não vai tomar posse. Entregou ontem o cargo. O governador aceitou imediatamente. Tucana, indicada pela secretária de Projetos Estratégicos, Maria de Lourdes Abadia, Ludmila se revelou, na verdade, uma crítica do atual chefe. Em discurso no partido, que circulou ontem em redes sociais, ela se referia à atual gestão como ;um governo fracassado, o pior governo que Brasília já viu;. Ela comenta ainda que Rollemberg convida o partido para fazer parte da equipe num momento em que não ;dá mais para nada;. O pior é que ainda defende a candidatura de Izalci Lucas, adversário de sua madrinha dentro do partido. A exoneração sai publicada hoje no Diário Oficial do DF.

Rollemberg fora da mobilização pela Reforma da Previdência
Durante a reunião do Fórum de Governadores Brasil Central, na semana passada, o deputado Thiago Peixoto (PSD/GO) sugeriu que os governadores mobilizassem suas bancadas de deputados para que votem a favor da Reforma da Previdência. No encontro, na residência oficial de Águas Claras, Rodrigo Rollemberg (PSB) discordou da proposta. Embora considere a medida importante, ele não poderia ajudar porque seu partido fechou posição contra a reforma.

Pronto para entrar em campo
Ex-chefe da Casa Militar do DF, o coronel da reserva Rogério Leão se filiou ontem ao PCdoB com pretensão de concorrer a um cargo majoritário nas próximas eleições, ou seja, governador, vice ou senador. Está animado.

Siga o dinheiro
R$ 3.480.051.922,87

Esse era o valor disponível ontem no caixa do Instituto de Previdência do DF (Iprev/DF), segundo levantamento no SIGGO (Sistema de Gestão do Orçamento do DF).

20% de aumento para policiais; Legislativos
Os policiais civis do DF ainda não tiveram nenhuma proposta de aumento, mas os da Câmara Legislativa estão a um passo de conseguir um acréscimo de 20% em suas gratificações. Projeto de autoria da Mesa Diretora destina o reajuste em três parcelas, sendo de 3% em janeiro de 2018 e outras duas a serem pagas na próxima gestão, de 6% no primeiro mês de 2019 e 10%, um ano depois, em 2020. A proposta deve entrar em pauta durante a discussão e votação do orçamento para o próximo ano.

À QUEIMA-ROUPA
Senador José Antônio Reguffe (Sem partido/DF)

;Tenho muitas e muitas críticas ao governo e elas permanecem, mas sou uma pessoa justa e, quando vejo algo de bom, tenho a obrigação também de reconhecer;

O programa Nota Legal da saúde era um compromisso de Rollemberg com você. Saiu como você esperava?
Estou feliz. Foi uma conquista importante para a população. Gostaria que fosse a integralidade dos impostos sobre remédios, que seria o justo e o correto, mas já é um grande avanço. Lutei tanto, cobrei tanto, fiz tantos pronunciamentos sobre isso... Foi uma vitória. E é a população que será beneficiada.

Acha que pode ser ampliado?
Espero que seja.

Esse era um compromisso que Rollemberg fez com você na campanha de 2014.
Sente-se atendido?

Como eu disse, o correto e o justo era que se devolvesse a integralidade dos impostos sobre remédios para o consumidor, mas é um avanço. Fico feliz também que hoje as pessoas discutem se é correto ou não tributar remédios. Antes de eu falar sobre isso, ninguém discutia. Esse não era um tema. É bom lembrar que ajudo a cidade também com minhas emendas ao Orçamento. Destino os recursos para o que realmente tem que ser a prioridade. Hoje tem remédios na rede pública do DF que estão lá por uma emenda minha ao Orçamento da União. Inclusive para câncer. Foram compradas 7.000 unidades do Sorafenibe, medicamento quimioterápico oral para pacientes com câncer.

Você é um crítico do governo Rollemberg. Muda algo na sua relação com o governo do DF?
Continuo do mesmo jeito. Tenho muitas e muitas críticas ao governo e elas permanecem, mas sou uma pessoa justa e, quando vejo algo de bom, tenho a obrigação também de reconhecer.

Pretende apoiar algum candidato ao Buriti?
Não sei nem quem serão os candidatos ainda. Cada dia leio uma coisa diferente.

A seu pedido, o projeto que reajusta taxas de cartórios foi retirado da pauta do Senado. Acha possível melhorar a proposta antes da votação no próximo ano?
Esse projeto é um absurdo. O reajuste do reconhecimento de firma no DUT, por exemplo, aumenta 769%. Isso é um escândalo. E já tinha sido aprovado pela Câmara. Estava passando despercebido. Fiquei feliz também que consegui retirá-lo de pauta. Foi outra vitória. Não era justo a população ter que pagar esse
aumento.

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