O lado B do Rio

O lado B do Rio

Esqueça Copacabana, Leblon e Ipanema e aventure-se pelo lado mais tranquilo porém cheio de novidades. Na Barra da Tijuca é possível perceber que a Cidade Maravilhosa tem tudo, para todos

» Renata Rusky » Lucianna Rodrigues*
postado em 13/12/2017 00:00
 (foto: Lucianna Rodrigues/CB/D.A Press)
(foto: Lucianna Rodrigues/CB/D.A Press)


Quando se pensa em Rio de Janeiro, pensa-se em Copacabana, Ipanema, Leblon. A Barra da Tijuca não costuma estar nos planos do turista, a não ser que ele tenha família por ali. O bairro já foi de difícil acesso, mas desde as Olimpíadas, com metrô e BRT, chegar lá e circular por ali ficou mais fácil e mais desejado.

Um dos bairros mais novos da capital do estado, a Barra é conhecida por seus prédios altos, modernos centros empresariais e por abrigar a maior quantidade de Shoppings Centers do Rio de Janeiro, 11 no total. Mas engana-se quem pensa que a região é sem vida e que por ali só tem correria do dia a dia e engarrafamentos. Os prédios residenciais são calmos, afastados um dos outros, as praias são tranquilas e a violência, mais amena. Viver essa outra face do Rio de Janeiro é descobrir que a cidade maravilhosa tem a capacidade de se reinventar e que existem lugares calmos e que podem ser desfrutados por famílias, casais, amigos e até mesmo só.

Para a biomédica Mônica Batista, morar na Barra da Tijuca é uma das melhores coisas porque a calmaria a faz lembrar da infância. ;Eu sou de Itaipava, Petrópolis e quando fui morar no Rio de Janeiro eu escolhi morar na Barra porque aqui me passa uma sensação de tranquilidade, a mesma que tinha na minha cidade. Eu me identifiquei com o bairro por causa da qualidade de vida. Não gosto muito de agito e a Barra é um lugar muito acolhedor. As praias são mais bonitas que as da Zona Sul;, diz ela, que mora na região há 15 anos.

A guia turística Tatiana Abreu conta que Lúcio Costa já teve planos para o bairro. ;Ele estipulava que os prédios da orla deveriam ter no máximo 5 andares para não bloquear a visão do mar;, conta. Além disso, haveria, na Barra, um complemento da sede da prefeitura, para que os funcionários que moram ali não precisassem ir até a zona sul.



Não exatamente nos moldes que o urbanista queria, hoje, a Barra está bem urbanizada. Se antes os ;barrenses; precisavam ir à zona sul tanto para trabalhar quanto para se divertir, hoje em dia encontram tudo por ali. E o turista, também.

Ainda assim, a Praia da Barra, na zona oeste do Rio e com 18 quilômetros de extensão, tem as areias menos disputadas e mais pacatas, mesmo no verão. Aquela imagem típica de Copacabana em janeiro, vista de cima, com tantos guarda-sóis que é impossível ver a areia não existe ali. Isso, inclusive, tem atraído até mesmo os cariocas da zona sul. O que, na década de 1930 já foi chamado ;sertão carioca; pelo Correio da Manhã, hoje é chamado de ;Miami carioca;.

O contato com a natureza por ali é outra vantagem. Com muita mata nativa, a área não foi tão explorada com grandes prédios. O bairro abrange três Lagoas, a de Marapendi, a de Jacarepaguá e a da Tijuca, que dão um visual impressionante ao bairro. Além disso, ali não há tantos arrastões na praia e nem tanto perigo nas ruas.

Para o turista que prefere um lugar mais calmo ou que quer tentar algo diferente, ficar na zona oeste do Rio pode ser uma grata experiência. Também é um bom lugar para se hospedar se você quiser ir para praias ainda mais isoladas, como Grumari e Prainha, uma das únicas com o selo de excelência socioambiental Bandeira Azul. O certificado tem reconhecimento internacional e é concedido pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE, a Fundation for Environmental Education). Para quem nunca experimentou fazer os programas e passeios que existem na Barra da Tijuca, siga essas dicas que o Turismo separou para uma próxima visita.

*Estagiária sob supervisão de Taís Braga


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