Eixo capital

Eixo capital

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 04/01/2018 00:00

Longe das eleições

Para quem não acreditou que o diplomata Rômulo Neves, ex-BBB, desistira de concorrer a um mandato de deputado, a novidade é que ele estará bem longe desta e da próxima eleição. Em março, ele embarca para o Paquistão em missão do Itamaraty e depois deve passar uma temporada na Alemanha. Espera ficar cinco anos fora do Brasil.




Vice na disputa pela Câmara
O vice-governador Renato Santana (PSD) pretende concorrer a um mandato de deputado federal. Trabalha como representante do governo, mas adversário de Rodrigo Rollemberg.




Avante repudia nomeação

A executiva regional do Avante/DF, antigo PTdoB, se reuniu ontem para discutir a situação de um dos filiados, o pastor Josué Loiola, nomeado para o cargo de administrador regional do Recanto das Emas. Em nota, o partido afirmou: ;O Avante reitera sua inabalável condição de oposição ao governo Rollemberg que, nomeando seu filiado sem consultar o partido, demonstra sua absoluta inabilidade em fazer política;.




O que você deseja para Brasília em 2018?


;Desejo que possa haver uma revolução nas prioridades da política local: primeiros as pessoas e os direitos. Com este cenário de crescimento do fundamentalismo punitivo e religioso, teremos que ser pé na porta contra a violência e o preconceito. Sonho com um ano de virada histórica contra o atraso. Na democracia, desejo que a verdade tenha mais espaço que as calúnias e baixarias;

Fábio Felix, presidente do PSOL/DF
;Que a gente possa trabalhar muito, semeando com fé o aprimoramento de nossas instituições! Brasília e todo o Brasil merecem o melhor!

Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do Ministério Público junto ao TCU



"Em 2018, espero uma Brasília mais tolerante e menos desigual. Uma cidade onde os serviços públicos tenham mais qualidade e que as pessoas sejam tratadas com mais dignidade, principalmente na saúde;

Ricardo Vale, líder do PT na Câmara Legislativa



À QUEIMA-ROUPA



Joe Valle, presidente da Câmara Legislativa


Como será a votação do crédito de
R$ 1,2 bilhão no orçamento deste ano, marcada para o próximo dia 15. Ainda haverá discussão sobre as destinações?
Tenho um compromisso de fazer uma discussão clara de todo o processo. Então, a partir de nove de janeiro, já estarei reunido com os técnicos da Casa. Nós vamos destrinchar todo o processo para explicar para os deputados do que se trata. Efetivamente, nós temos uma escuta muito boa que foi o ;Câmara em Movimento;, que elencou uma série de prioridades em termos de obras na saúde, educação e cultura que vamos fazer incluir como sugestão.

Avaliando o orçamento com a fusão dos fundos de previdência, dá para pensar em reajuste para os servidores?
Não fiz nenhum estudo mais aprofundado nesse sentido, mas votamos muitas matérias que representam aumento de receita para o governo. Estou fazendo um levantamento de quanto o governo arrecada a mais em função de todos os impostos que votamos na Câmara para ter um posicionamento claro. Mas essa é uma decisão política do Executivo. Me lembro de uma época em que o secretário de Fazenda já tinha equacionado todo o processo de aumento da Polícia Civil e nos colocou claramente na mesa que era uma decisão política do governador. Naquele momento, ele tomou a decisão de não dar o aumento para os policiais civis.

Este será um ano duro nas relações entre Executivo e Legislativo?
Não quero dizer nem mais difícil, nem mais fácil. Mas nós vamos dar o tom desse processo. Estamos trabalhando com autonomia e harmonia. Autonomia não significa necessariamente oposição sistemática e harmonia não significa subserviência. Vamos continuar fazendo nossas propostas, fazendo emendas porque acredito que podemos melhorar os projetos que o governo manda.

Mas em termos de relações entre você e o governador Rodrigo Rollemberg, depois dos embates do fim do ano, dá para dialogar?
Claro. Sempre dialogo. Tenho uma postura muito conciliadora. Esse é o meu perfil. A minha relação com o Executivo é institucional. Mas não quer dizer que projetos vão entrar de noite e serem votados no outro dia.

Na campanha, você vai trabalhar contra a reeleição de Rollemberg?
Estou trabalhando um formato de um grupo que governe Brasília da forma que seja boa para as pessoas. Posso ter o melhor técnico do mundo que ache que tudo deve ser feito de uma forma, mas se não tiver um governo que traga prosperidade, a austeridade pode matar tanto quanto a falta de organização. A gente quer um governo que tenha austeridade no seu DNA, mas que seja próspero.

Não é este atual governo?
Não tem sido esse governo que está implantado. Tem excelentes técnicos, sem dúvida nenhuma, excelentes secretários. Mas no meu entendimento, de quem gosta de gestão e acompanha o cumprimento de propostas, não está legal. Isso me leva a buscar a construção de uma nova alternativa.

Você disse outro dia que está na fila para ser candidato a governador. Essa fila vai andar agora?
A fila vai andar, não sei se agora. Esclareci também que tinha Jofran (Frejat) na minha frente, o próprio governador, e outras pessoas. Mas a fila está andando e, em nenhum momento, vou tirar meu nome desse processo. Estou pronto, trabalhando para governar essa cidade, não necessariamente como governador. Essa oportunidade não me foi dada no governo Rollemberg, mesmo depois do gesto de eu ter saído da Câmara e ido para a secretaria. Mas não me foi dada a oportunidade de tomada de decisão.




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