Chinês nacional

Chinês nacional

A chinesa Chery e o grupo Caoa se unem e criam uma nova empresa de automóveis. Totalmente nacional, a montadora produzirá veículos, em Jacareí e Anapólis, para o mercado local e para exportação

» Geison Guedes Especial para o Correio
postado em 04/01/2018 00:00
 (foto: Caoa/Divulgação)
(foto: Caoa/Divulgação)

Em 2009, a Chery chegou ao Brasil e se tornou a primeira montadora de veículos chinesa a desembarcar em terras tupiniquins. De início, ela trouxe o Tiggo ; um SUV compacto ;, o Face e o Cielo em versões hatch e sedã. Logo depois, a empresa apresentou o supercompacto QQ, o carro mais barato à venda no país (ele detém o título até os dias de hoje, com preço inicial de R$ 25 mil), ele e o Celer são os únicos comercializados atualmente.

Há três anos, ela inaugurou a planta de Jacareí, interior de São Paulo, a primeira fábrica fora da China. Em um momento de indecisão, com a expectativa do fim da crise que assolou o setor automotivo, a empresa fez um grande anúncio, e não foi o de sair do Brasil, pelo contrário. Ela reafirmou a importância de ficar em solo brasileiro, mas sob a gestão do grupo Caoa. A fusão, criou uma nova empresa, intitulada Caoa Chery, essa, totalmente nacional.


Com isso, a nova montadora surge com duas fábricas próprias, a de Jacareí e a de Anápolis (GO), onde a Caoa produz o modelos da Hyundai. Segundo a empresa, os carros ;chineses; serão feitos tanto em São Paulo quanto em Goiás. Nas palavras do próprio grupo, a nova companhia é totalmente brasileira, com isso, todos os veículos da Chery serão produzidos em solo nacional, não existindo a possibilidade de modelos importados.

Por enquanto, o grupo deve continuar produzindo os dois modelos fabricados no Brasil, o Celer (em versões hatch e sedã) e o QQ. A expectativa é que outros modelos sejam feitos por aqui. A empresa ainda não está se pronunciando sobre os produtos futuros. Mas é quase certo que o Tiggo 2, apresentado no último Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, seja o primeiro modelo a sair da planta após a fusão.


Segundo a Caoa, com a fusão, serão investidos mais de US$ 2 bilhões em cinco anos, tanto nas fábricas quanto em concessionárias do grupo, no desenvolvimento de novas tecnologias e projetos futuros. Esse aporte já está sendo utilizado para ampliar e modernizar a planta de Anápolis. Além da produção dos modelos das duas marcas, os veículos sob chancela da Chery serão exportados para toda a América Latina.







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