Brasília-DF

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Natália Lambert » natalialambert.df@dabr.com.br e Paulo de Tarso Lyra » paulotarsolyra.df@dabr.com.br interinos
postado em 06/01/2018 00:00




Arrumando a casa


No fim do ano passado, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assumiu a presidência do PSDB tinha a tarefa de pacificar a bancada e resolver a divisão interna no partido. Nas duas vice-presidências, colocou um representante de cada grupo, dos cabeças-pretas e dos cabeças-brancas, para dar espaço a todos. Em menos de um mês, colhe os frutos.

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Antes rachado ao meio, cálculos de líderes tucanos já indicam que 70% da bancada está disposta a votar a favor da reforma da Previdência ; 32 dos 47 votos possíveis. E a expectativa é de que o apoio aumente mais até fevereiro. O governo aposta na força do governador para que ele consiga pelo menos 40 votos favoráveis.

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Mas, tucanos anti-Temer, fazem questão de dizer que não mudaram de opinião em relação ao governo do presidente da República. O motivo da guinada seria apoio à pré-candidatura de Alckmin ao Palácio do Planalto. Seria muito ruim para campanha do tucano não ter apoiado a reforma, uma das bandeiras históricas da legenda.




Em tempos de economia
Consulta pública feita pelo site do Senado mostra que, até agora, 776.614 mil internautas são favoráveis ao fim do auxílio-moradia para membros dos Três Poderes. Estudo da consultoria da Casa mostra que, em 2016, somente com o Poder Judiciário, o gasto foi superior a R$ 1,6 bilhão.

Mais de bilhão
No mesmo ano, segundo a ONG Contas Abertas, a União gastou com moradia nos três Poderes R$ 1,1 bilhão somente no plano federal, além do gasto com a manutenção dos 544 imóveis que são patrimônio da União.

Sem esperanças
Apesar de a PEC 41/17, que extingue o benefício, estar em tramitação no Senado, o autor, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) não tem esperanças de aprová-la, principalmente, em ano eleitoral. ;Tive muitas dificuldades em conseguir juntar 27 assinaturas. Imagina aprovar?;, lamenta.





;No ano passado, as micro e pequenas empresas sustentaram o emprego. Não é um favor do governo. É uma questão de Justiça e de equididade da política tributária. O Refis é um compromisso do presidente comigo;

Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, sobre o veto do presidente Michel Temer ao programa de refinanciamento das dívidas para micro e pequenas empresas




Mais destaque /
O próximo na fila para ser líder do Solidariedade é o deputado federal Wladimir Costa (foto), famoso pela tatuagem ;Fica, Temer; no ombro e por performances a la Sidney Magal no YouTube.

Saia-justa / Com um histórico de polêmicas e excentricidades, alguns na bancada estão com medo de dar mais tempo ao microfone ao parlamentar. Outros lembram que, depois de abril, os líderes terão pouca visibilidade.

Reforço / A Lava-Jato contará com o trabalho de mais oito peritos criminais federais trabalhando com dedicação exclusiva em Curitiba. Serão quatro peritos na área de informática e quatro em contabilidade e economia.

Sem saída/ Adversários do governador Geraldo Alckmin apostam que ele não terá como romper o acordo de apoiar Márcio França (PSB-SP) ao governo estadual. ;A única aliança nacional que ele tem é o PSB. Alckmin terá de ter dois palanques;, afirmou um parlamentar.

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