Cresce saldo da poupança

Cresce saldo da poupança

postado em 06/01/2018 00:00

Após dois anos no vermelho, os depósitos na poupança superaram os saques em R$ 17,1 bilhões em 2017, conforme dados do Banco Central (BC). Só em dezembro, os brasileiros colocaram R$ 19,3 bilhões nas cadernetas. Com isso, a poupança acumulou um saldo de R$ 724,6 bilhões até dezembro de 2017. Em 2016, as cadernetas fecharam no vermelho em R$ 40,7 bilhões. Em 2015, o resultado foi ainda pior, com perda de R$ 53,5 bilhões.

A recuperação da economia em 2017, ainda que lentamente, explica a melhora no saldo da poupança. A queda do desemprego e medidas como o saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) contribuíram para que os brasileiros voltassem a poupar. Somente a liberação do FGTS, injetou R$ 44 bilhões na economia.

Rentabilidade

Com a queda da taxa básica de juros (Selic) em 2017, a aplicação, largamente preferida pelos brasileiros entre as modalidades disponíveis no mercado, passou a render menos. Pela norma em vigor, sempre que a Selic fica abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é limitado a 70% da variação da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

Com o recuo do juro básico para 7% ao ano, em dezembro, a correção da poupança passou a ser de 4,9% ao ano, mais Taxa Referencial, que está praticamente zerada ou muito baixa. Entretanto, a queda de rendimento afeta também as aplicações de renda fixa em geral.

Dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) apontam que os fundos de renda fixa começam a perder competitividade frente às cadernetas. Isso acontece porque os fundos cobram taxas de administração e estão sujeitos ao Imposto de Renda. A poupança, além de ter passado a ter ganho real (acima da inflação), não sofre nenhum desses encargos. (AT)

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