>> Sr. Redator

>> Sr. Redator

postado em 06/01/2018 00:00
Trânsito

;Número de mortes em vias do DF é o menor em 10 anos;, informa a manchete do Correio (4/1). A bela notícia é uma raridade. Todos os dias somos bombardeados por fatos negativos, tanto nos assuntos restritos à cidade, quanto ao restante do país, principalmente na política nacional, que perdeu o sentido e se tornou a arte de violentar a sociedade, por meio das diferentes práticas de corrupção. Apesar do aumento da frota de veículos, Brasília, mais uma vez, mostra aos estados que é possível haver um trânsito mais civilizado. A vergonha se deve aos que ainda insistem em dirigir alcoolizados e são responsáveis pelas tragédias que enlutam as famílias brasilienses. Os números melhoraram, mas são insuficientes. É preciso realizar campanhas educativas, uma ação contínua, para que a nossa cidade se torne um exemplo.
; Marcus Costa Lima,
Octogonal

Saúde


Brasília deve muito à senhora Ilda Peliz, que se despede da presidência da Abrace. O Hospital da Criança, resultado de um esforço hercúleo dessa valorosa mulher, é referência para a cidade, para o país e reconhecido por instituições internacionais. Na entrevista ao Correio (4/1, pág. 22), ela dá tranquilidade a todos que a conheceram e testemunharam a sua dedicação ao próximo, ao dizer que seguirá como voluntária na instituição. A senhora Peliz mostrou que é possível, com decência e honestidade, promover saúde de qualidade. O resultado do seu trabalho mostra que a rede pública não funciona por incapacidade abusiva dos gestores e da indiferença do poder público aos que não têm recursos para buscar socorro na rede privada.
; Verônica Mendes,
Park Way

Feudos políticos

Observando os movimentos políticos nos últimos tempos, não há como deixar de concluir: o mal da política brasileira são os feudos, entronizações no poder legislativo que são verdadeiras capitanias hereditárias, de pai para filhos e filhas. É assim aqui em Brasília, nas Alagoas, no Ceará, no Rio de Janeiro, no Maranhão e, enfim, do Oiapoque ao Chui, usando a velha e larga expressão. E este rio caudaloso de águas turvas a cada eleição deságua em Brasília e também nas capitais dos estados e nas cidades dos municípios, ocupando também vantajosas posições no poder executivo. Como regra, e não como exceção, o pai não é flor que se cheire, os rebentos têm professores gabaritados e aprendem rápido a arte da truculência e da rapina; então, o que se vê não é uma família na política, mas sim uma quadrilha. E aí, como diria o poeta, temos uma rima, mas não uma solução para o nosso espoliado Brasil. E tudo é culpa principalmente de nós, eleitores, que votamos neles.
; José Salles Neto,
Lago Norte

Trabalho

A nova ministra do Trabalho, Cristiane Brasil, condenada a pagar mais de R$ 60 mil de indenização a um dos motoristas que servia à família, além de R$ 14 mil a outro profissional, tem condições de comandar a pasta? Uma ministra que frauda o direito do trabalhador? É isso mesmo? Assistimos à maior esculhambação de todos os tempos. A República foi para o brejo. Dentro e fora do Congresso, a maioria dos políticos não salva. Trapaceiam no orçamento, na liberação de verbas e, na vida privada, são o que há de pior de exemplo. A reforma ministerial que o presidente Temer está sendo obrigado a fazer é algo bizarro ; sai um péssimo ministro e entra outro muito pior. No fim de 2017, familiares e amigos trocaram votos de ;feliz ano-novo;. Nas redes sociais, os cumprimentos efusivos dominaram as pages. Tudo inútil.Com as turmas do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, em 2018 pode acontecer tudo, menos ser um ano feliz para os brasileiros.
; Rodolfo Fonseca,
Sudoeste

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