Tubo de ensaio Fatos científicos da semana

Tubo de ensaio Fatos científicos da semana

postado em 06/01/2018 00:00
; Segunda-feira, 1;
Terra seca

Mais de um quarto da superfície terrestre da Terra se tornará significativamente mais seca mesmo se a humanidade conseguir limitar o aquecimento global a 2;C, o objetivo estabelecido no Acordo de Paris, mostra artigo publicado na revista Nature Climate Change. A equipe da Universidade de Ciência e Tecnologia de Shenzhen, na China, descobriu que, com um aquecimento de 2;C, que pode ser atingido de 2052 a 2070, entre 24% e 32% da superfície terrestre total se tornará mais seca. Mas se o aumento da temperatura for limitado a 1,5;C (a meta mais baixa do Acordo de Paris), essa porção diminui para entre 8% e 10%. A aridificação acelera a degradação da terra e a desertificação e a perda de plantas e árvores cruciais para a absorção do gás do efeito estufa, o dióxido de carbono. Também intensifica as secas e os incêndios florestais e afeta a qualidade da água para cultivar e beber.

; Terça-feira, 2
Zoológico
em luto

Um filhote de urso polar nascido em um zoológico de Berlim morreu subitamente ao completar 26 dias de vida, a segunda morte desse tipo em um ano na capital alemã. Tonja, a mãe, de 8 anos de idade, cuidou de maneira ;exemplar; do seu bebê (foto), que ainda gozava de boa saúde e mamava no dia do ano-novo, disse a instituição, em um comunicado. ;Sabemos que a mortalidade entre os filhotes de urso é muito alta nas primeiras semanas de vida, mas isso nos deprimiu e nos deixou tristes;, declarou Florian Sicks, cuidador dos ursos polares no Tierpark. Cientistas do Instituto Leibniz para a pesquisa zoológica e da fauna selvagem (IZW) realizarão uma autópsia para determinar a causa exata da morte. Em março passado, morreu Fritz, um filhote de quatro meses, devido a uma hepatite.

; Quarta-feira, 3
Transplante mais eficaz

Um transplante de células-tronco funciona melhor do que remédios para estender a vida de pessoas com esclerodermia, doença autoimune na qual a pele enrijece e os órgãos se quebram, segundo pesquisadores da Universidade de Duke. O estudo escolheu aleatoriamente 36 pacientes com esclerodermia nos Estados Unidos e no Canadá para fazer o transplante de células-tronco. Primeiro, foram submetidos a altas doses de quimioterapia e radiação em todo o corpo para eliminar completamente o sistema imunológico. Em seguida, foram reinfundidos com as células-tronco com seu sangue que foram removidas e tratadas para eliminar os glóbulos brancos defeituosos. Outros 39 pacientes receberam injeções intravenosas de ciclofosfamida por 12 meses. Aqueles que fizeram o transplante de células-tronco tiveram sobrevivência de 86%, contra 51% dos que usaram ciclofosfamida, no período de uma década.

; Quinta-feira, 4
O sabor do cálcio

O cálcio é o sexto sabor conhecido pelo paladar humano, atrás do doce, do salgado, do ácido, do amargo e do umami (mistura dos dois primeiros). Em pesquisa com moscas-das-frutas, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em parceria com cientistas coreanos, constataram que os insetos possuem uma estrutura neural, repleta de proteínas receptoras, capazes de identificar o sabor do cálcio. Os investigadores explicam que esse mecanismo impede que o metal seja ingerido em demasia. O cálcio é essencial para o funcionamento muscular e o desempenho cerebral humano, mas, em excesso, pode causar dores e problemas cardíacos.


Análise de DNA
revê diagnóstico

A partir de nova análise de DNA, pesquisadores da Universidade McMaster, do Canadá, refizeram o laudo da causa da morte de uma criança que viveu na cidade italiana de Nápoles, no século 16. Uma aparente erupção facial levou os especialistas a acreditar, inicialmente, que a múmia continha a evidência medieval mais antiga de varíola. Após exames mais aprofundados, usando pequenas amostras de tecido da pele e osso, constatou-se que a doença, na verdade, era hepatite B, de acordo com o estudo publicado na revista PLOS Pathogens. Segundo Hendrik Poinar, geneticista do McMaster Ancient DNA Center, a descoberta confirma que a hepatite B existe há séculos e mudou pouco nos últimos 450 anos. ;Quanto mais entendemos sobre o comportamento de pandemias e surtos passados, maior é a nossa compreensão de como os patógenos modernos podem funcionar e se espalhar, e essa informação acabará por ajudar no controle deles;, afirmou.

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