Sem substituição na CEF

Sem substituição na CEF

» ANTONIO TEMÓTEO
postado em 09/01/2018 00:00


A Caixa Econômica Federal se recusou a acatar recomendação da força-tarefa da Operação Greenfield para substituir todos os vice-presidentes do banco público. Como antecipou o Correio em 15 de dezembro de 2017, os procuradores da República encaminharam ao presidente da estatal, Gilberto Occhi, e ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), ofício com a orientação.

O banco público informou que tem um sistema de governança adequado à Lei das Estatais e que a maior parte das recomendações já foi implementada, outras medidas estão em implementação ou em processo de estudo pelas suas instâncias decisórias. Além disso, a Caixa detalhou que não trocará os vice-presidentes por inexistir regra na Lei das Estatais. Além disso, a instituição financeira comentou que o novo estatuto disciplinará as futuras indicações e nomeações de vice-presidentes.

Conforme a Caixa, os atuais vice-presidentes tiveram os nomes aprovados pelo conselho de administração do banco, que os encaminhou ao Ministério da Fazenda, que, por sua vez, fez a respectiva indicação ao presidente da República, Michel Temer, conforme prevê o atual estatuto.

O documento, assinado pelos procuradores Anselmo Lopes, Frederico Ferreira, Paulo Gomes e Sara Leite, apontou que vários dos vice-presidentes da Caixa são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF), são apadrinhados por políticos e não têm comprometimento em zelar pelos interesses da estatal.

Além disso, os integrantes do MPF recomendam que a indicação de vice-presidentes seja feita por meio de processo seletivo conduzido por head hunter, contratado por meio de processo licitatório. Além disso, recomendam que pareceres da Corregedoria e da área jurídica do banco sejam oferecidos ao conselho de administração antes que os candidatos sejam escolhidos.

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