Da esperança na F-1 à trapaça

Da esperança na F-1 à trapaça

postado em 09/01/2018 00:00
 (foto: Charles Boulogne/Reuters - 31/1/08 )
(foto: Charles Boulogne/Reuters - 31/1/08 )


A expectativa sobre filhos de lendas do esporte brasileiro é praticamente inevitável. A esperança fica maior quando o jovem escolhe a mesma modalidade do pai. Caso de Nelsinho Piquet, filho do tricampeão da Fórmula 1 Nelson Piquet, ao chegar à principal categoria do automobilismo mundial.

Em 2008, o assunto era a estreia de Nelsinho, então com 22 anos, na F-1. Ele corria pela Renault, do já bicampeão do circuito Fernando Alonso. Logo no primeiro ano na categoria, o brasiliense chegou ao seu primeiro pódio: a segunda colocação no GP da Alemanha, disputado em 20 de julho.

No ano seguinte, porém, os resultados foram minguando, e o piloto não somou pontos nas 10 primeiras corridas da temporada. Ele acabou sendo substituído pelo suíço Romain Grosjean. Em setembro de 2009, Nelsinho assumiu ter provocado, propositalmente, um acidente no GP da Cingapura para beneficiar a Renault. Como fez uma espécie de ;delação premiada;, não sofreu nenhuma sanção.

Depois de sair da F-1, Nelsinho se aventurou na Nascar e na Fórmula E, categoria da qual sagrou-se campeão na temporada 2014/2015. Sobre as expectativas lançadas sobre ele, o brasiliense acredita que não decepcionou. ;Vivo da corrida, recebo para fazer o que mais amo fazer na minha vida. Não é um trabalho, é um prazer;, diz.


A mando do chefe
Nelsinho Piquet bateu no muro no GP de Cingapura de 2008 para que o safety car entrasse na pista. Com isso, Alonso, que havia parado nos boxes pouco antes para repor combustível acabou beneficiado e vencendo a corrida. O brasileiro acusou o então chefe da equipe, o italiano Flávio Briatore, de ter sido o mandante da tramoia. A equipe admitiu a armação.


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